Covid-19: Unicamp mantém adiamento do retorno de até 80% dos servidores e 50% dos alunos


Etapa 4 da retomada nos campi estava prevista para 30 de novembro de 2020, mas passa pelo terceiro adiamento por tempo indeterminado. Universidade cita preocupação com aumento de casos, mortes e internações no estado. Acesso ao campus da Unicamp, em Campinas
Antoninho Perri/Unicamp
A Unicamp anunciou a manutenção “por tempo indeterminado” da etapa 3 de retomada das atividades presenciais nos campi. Segundo a universidade, o novo adiamento do avanço à etapa 4 do plano, que prevê o retorno de até 80% de servidores e 50% de alunos de graduação, pós-graduação e extensão, ocorre devido à evolução da pandemia do coronavírus no estado de São Paulo.
Segundo a universidade, desde o início da pandemia e até esta terça-feira (12) foram feitos 6.113 testes de pessoas da comunidade interna que apresentaram sintomas, com 1.435 casos positivos. Ao todo, a Unicamp tem 2 mil docentes, 6,7 mil funcionários e 33,2 mil alunos de todas as etapas de ensino e pesquisa.
O adiamento anunciado na segunda-feira é o terceiro seguido feito pela instituição. A quarta etapa estava prevista, inicialmente, para 30 de novembro de 2020, mas foi adiada pouco menos de duas semanas antes para 14 de dezembro, para “uma observação da evolução da pandemia”.
Já no dia 14 de dezembro, a universidade postergou o avanço mais uma vez ao afirmar que o momento é “de extrema preocupação com a ascensão do número de casos e de mortalidade pela Covid-19”.
Com a decisão desta terça, continua permitida as atividades presenciais de até 60% de servidores e 25% de alunos de graduação, pós-graduação e extensão, além de 25% de crianças do Centro de Convivência Infantil.
Alta nos casos no estado
Em nota, a Unicamp destaca o aumento de casos, mortes e internações no estado de São Paulo e diz que estão mantidas as medidas de prevenção ao contágio do vírus durante as atividades. Entre elas, a testagem de servidores ou estudantes que estiverem retornando ou em situações excepcionais, como, por exemplo, em caso de sintomas.
Além disso, segue a obrigação de assistir a videoaulas sobre as medidas sanitárias e o monitoramento diário da condição de saúde por meio de um aplicativo fornecido pela instituição.
“Ante a gravidade da situação, a Universidade continuará seguindo o Plano São Paulo com a cautela necessária e fará os encaminhamentos adequados com o objetivo de garantir a segurança da comunidade acadêmica, incluindo a divulgação a curto prazo do Plano de Vacinação tão logo haja disponibilidade de vacina para Covid-19.”, diz a Unicamp, em nota.
Retomada na universidade
A Universidade de Campinas foi a primeira pública brasileira a interromper as atividades para evitar a transmissão do novo coronavírus. A medida ocorreu em 12 de março de 2020.
O reinício das atividades presenciais ocorreu em 19 de outubro, com a liberação da volta facultativa de até 20% dos servidores. Já em 2 de novembro, a universidade elevou indicador para até 40% dos funcionários.
Em 16 de novembro, foi permitido o retorno de até 60% de servidores e 25% de alunos de graduação, pós-graduação e extensão, além de 25% de crianças do Centro de Convivência Infantil nos campi (Campinas, Limeira e Piracicaba).
Definido em 14 de setembro, o calendário da retomada prevê mais quatro etapas, sendo a última a retomada total.
Fases da retomada
19/10/2020: até 20% de servidores;
02/11/2020: até 40% de servidores;
16/11/2020: até 60% de servidores, até 25% de alunos de graduação, pós-graduação e extensão e até 25% de crianças atendidas pelo Centro de Convivência Infantil/Serviço Socioeducativo;
Indefinido: até 80% de servidores, até 50% de alunos de graduação, pós-graduação e extensão e até 50% de crianças atendidas pelo Centro de Convivência Infantil/Serviço Socioeducativo;
Indefinido: até 100% de servidores, até 75% de alunos de graduação, pós-graduação e extensão e até 75% de crianças atendidas pelo Centro de Convivência Infantil/Serviço Socioeducativo;
Indefinido: até 100% de servidores, até 100% de alunos de graduação, pós-graduação e extensão e até 100% de crianças atendidas pelo Centro de Convivência Infantil/Serviço Socioeducativo;
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