Covid-19: Unicamp estende calendário do 1º semestre até agosto e prepara plano para retorno gradativo às atividades


Universidade foi a 1ª pública do Brasil a suspender aulas para evitar disseminação do novo coronavírus. Reitor diz que volta será escalonada para evitar excesso de alunos em salas. Estudantes no campus da Unicamp, em Campinas, antes da suspensão das aulas
Fernando Pacífico / G1
Primeira universidade pública do Brasil a suspender aulas como medida para evitar a disseminação do novo coronavírus, a Unicamp prepara um plano de retorno gradativo às atividades para evitar excesso de alunos em salas e laboratórios. Além disso, ela estendeu o calendário do 1º semestre letivo até 31 de agosto para que seja possível complementar com atividades presenciais as disciplinas dos cursos em que houver necessidade. A instituição tem 34,6 mil alunos na graduação e programas de pós.
“Anunciaremos esse retorno com tempo suficiente para a preparação, e certamente será gradativo e muito cuidadoso. A Unicamp teve 97,5% das suas disciplinas nos cursos de graduação replanejadas para atividades remotas emergenciais de forma total ou parcial”, destaca o reitor, Marcelo Knobel.
Por enquanto, a instituição não estipula uma data certa para retomar os trabalhos. Diante da pandemia, foram feitos empréstimos de equipamentos e chips que permitem acesso à internet para parte dos alunos, com prioridade para a necessidade socioeconômica dos que manifestaram interesse.
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Segundo Knobel, a Unicamp acompanha desdobramentos de decisões tomadas pelos governos federal e estadual, além das prefeituras onde a universidade tem campi – Campinas (SP), Limeira (SP) e Piracicaba (SP). As atividades estão suspensas desde 13 de março.
O reitor destaca que o retorno, quando ocorrer, será escalonado para evitar excesso de estudantes nas salas e laboratórios para cumprimento de recomendações sanitárias. “Serão consideradas as características dos cursos e disciplinas para permitir tal planejamento”, afirma.
O reitor da Unicamp, Marcelo Knobel
Luciano Calafiori/G1
Volta às aulas em Campinas
A Secretaria de Educação em Campinas (SP) analisa uma proposta feita por grupo de 70 escolas particulares da educação infantil – faixa de 0 até 5 anos e 11 meses – para retomada gradual das atividades, no período de enfrentamento ao novo coronavírus. Entre os itens sugeridos estão uso obrigatório de máscaras pelos profissionais, volta às aulas com 50% dos alunos, triagem com os pais ou responsáveis para verificar se há casos de Covid-19 na família, e reforço na desinfecção.
A administração não indicou prazo para que haja decisão sobre a proposta, mas na semana passada o prefeito, Jonas Donizette (PSB), descartou volta às aulas presenciais da rede pública em maio. Desde o início da pandemia a cidade contabiliza 380 casos da doença, incluindo 20 mortes, segundo o Estado.
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