Corte na produção atinge ações da Boeing e de seus fornecedores


Produção mensal de aeronaves 737 em quase 20% depois de dois acidentes. Aviões modelo Boeing 737 MAX 8 estacionados em depósito de aeronaves do aeroporto de Victorville, na Califórnia
Mike Blake/Reuters
A decisão da Boeing de cortar a produção de suas aeronaves 737 afetou as ações de seus fornecedores nesta segunda-feira, enquanto suas próprias ações recuavam na negociação de pré-mercado.
A Boeing informou na sexta-feira que planeja cortar sua produção mensal de aeronaves 737 MAX em quase 20% depois de dois acidentes, sinalizando que não espera que as autoridades de aviação permitam que o avião volte ao ar no curto prazo.
A decisão da Boeing derrubou as ações dos grupos aeroespaciais envolvidos no 737, com a Meggitt, a Melrose e a Safran, caindo entre 1% e 2,5%.
As ações da Boeing cediam cerca de 2,7% nas negociações pré-mercado, enquanto seus problemas levantaram as ações do rival europeu Airbus em cerca de 1 por cento.
A produção será reduzida para 42 aviões por mês, de 52, a partir de meados de abril, informou a empresa em comunicado, sem dar uma data final.
O banco de investimentos Cowen disse que a decisão da Boeing de cortar a produção do 737 era a coisa certa a fazer.
“O corte da taxa de 737 para 42/mês deve ajudar a resolver a crise do MAX, mas com um grande abalo financeiro em 2019”, escreveu Cowen em uma nota.