‘Convite ao crime’ e ‘desrespeito à constituição’: veja repercussão da suspensão da fiscalização na Anazônia e no Pantanal

Ministério do Meio Ambiente anunciou por meio de nota que, a partir de segunda-feira (31), serão suspensas todas as operações de combate ao desmatamento ilegal e às queimadas. Ministério do Meio Ambiente suspende operações contra desmatamento e queimadas
O Ministério do Meio Ambiente anunciou por meio de nota nesta sexta-feira (28) que, a partir de segunda-feira (31), serão suspensas todas as operações de combate ao desmatamento ilegal na Amazônia e às queimadas no Pantanal.
Veja repercussão de organizações e entidades:
Greenpeace
“Mais uma vez o Governo Bolsonaro faz um convite ao crime. Haveria recursos financeiros ao Ibama e ICMBio se houvesse interesse em salvar a Amazônia e o Pantanal, mas não há. O governo trabalha para que o crime se sinta à vontade em sua ilegalidade e dolosamente enfraquece a autonomia e estrutura dos órgãos que teriam a real capacidade de reprimir ilícitos ambientais. Nesse momento, em que nossos biomas pedem socorro, há recursos bloqueados do Fundo Amazônia, Fundo Clima e recursos direcionados ao teatro montado com as operações militares no Conselho da Amazônia”.
Márcio Astrini, Observatório do Clima
“Em primeiro lugar, é uma situação difícil de a gente acreditar que realmente vá acontecer, até mesmo vindo deste governo. É realmente difícil acreditar que o governo vai simplesmente abandonar a fiscalização da Amazônia e retirar todos os seus esforços daquela área, e não só da Amazônia, mas do Pantanal também”.
“Primeiro, isso é um flagrante desrespeito à constituição. Você tem o dever, o estado brasileiro tem o dever constitucional de proteger estes biomas. Em segundo lugar, o governo estaria retirando do Pantanal, por exemplo, e também da Amazônia, o seu efetivo de fiscalização em um momento que a gente está vendendo uma crescente de incêndios florestais e em um momento que a gente está vendo crescer o desmatamento naquela região”.
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Adriana Ramos, Instituto Socioambiental
“Com essa decisão, o governo dá a demonstração definitiva de que não tem o menor interesse em combater a ilegalidade ambiental. O governo teve e tem à disposição recursos financeiros para manter a atividade, não o faz para seguir com o desmonte da política ambiental”.