Contas públicas têm rombo de R$ 18,6 bilhões em março e dívida se aproxima de 80% do PIB

Déficit apresentou pequena queda frente a março de 2018. No primeiro trimestre, porém, as contas públicas apresentaram superávit. Os números foram divulgados pelo Banco Central. As contas do setor público consolidado, que englobam governo federal, estados, municípios e empresas estatais, registraram um déficit primário de R$ 18,629 bilhões em março, enquanto a dívida bruta continuou subindo se aproxima da marca de 80% do Produto Interno Bruto.
Os números foram divulgados pelo Banco Central nesta terça-feira (30). O rombo primário representa a diferença entre as despesas (gastos) e as receitas (impostos e contribuições). A conta não inclui os gastos com o pagamento dos juros da dívida pública.
O resultado negativo das contas do setor público em março deste ano representa melhora em relação ao mesmo mês do ano passado – quando o déficit primário somou R$ 25,135 bilhões.
Ao decompor o resultado de março:
o governo federal respondeu por um déficit primário de R$ 20,400 bilhões;
os estados apresentaram um resultado positivo de R$ 1,531 bilhão;
as empresas estatais registraram um superávit primário de R$ 239 milhões.
Em todo ano de 2018, as contas do setor público tiveram um déficit primário R$ 108 bilhões, ou 1,57% do Produto Interno Bruto (PIB). Foi o quinto ano seguido de rombo nas contas públicas.
Resultado do trimestre e meta fiscal
Apesar o do rombo registrado em março, as contas públicas terminaram o primeiro trimestre no azul – com resultado positivo.
Nos três primeiros meses deste ano, foi registrado um superávit primário de R$ 13,337 bilhões (receitas menos despesas, sem contar os juros da dívida pública).
Isso ocorre por conta dos bons números de janeiro – quando o saldo positivo ficou em cerca de R$ 47 bilhões.
Nos três primeiros meses do ano passado, o superávit nas contas públicas foi um pouco menor: R$ 4,391 bilhões.
O saldo positivo nas contas do setor público consolidado, no primeiro trimestre, favorece o cumprimento da meta fiscal para este ano, ou seja, do resultado prefixado para as contas públicas.
Para 2019, o setor público (governo federal, estados, municípios e estatais) está autorizado a registrar déficit (despesas maiores que receitas) de até R$ 132 bilhões. Esse valor também não inclui os gastos com juros da dívida.