Conselho vota adesão à política de cotas na pós-graduação na UFJF


Se aprovada, será implementada a reserva de 50% das vagas dos cursos de mestrado e doutorado, para negros, indígenas, pessoas com deficiência, pessoas trans, quilombolas, refugiados e ciganos. Reitoria no campus sede da UFJF em Juiz de Fora
UFJF/Divulgação
Está em processo de análise e votação a adesão da pós-graduação da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) à política de cotas. O processo teve início na terça-feira no Conselho Setorial de Pós-Graduação e Pesquisa e o resultado deve ser divulgada na próxima semana.
De acordo com a UFJF, se aprovada, a política de cotas vai implementar a reserva de 50% das vagas dos cursos de mestrado e doutorado da instituição, para negros, indígenas, pessoas com deficiência, pessoas trans, quilombolas, refugiados e ciganos.
Dados divulgados pela instituição apontam que em 2020, dos 3.142 alunos matriculados nos 45 cursos de pós-graduação stricto sensu da instituição, 61,9% eram brancos e apenas 29,5% negros.
“Num país como o Brasil, cuja a maioria da população é negra, esses percentuais fazem soar um sinal de alerta”, analisou a UFJF.
O diretor de Ações Afirmativas da UFJF, Julvan Moreira de Oliveira, lembrou que as iniciativas para democratização do acesso dos grupos historicamente excluídos ao ensino de pós-graduação foram incrementadas, especialmente, após a publicação da Portaria Normativa 13/2016, do Ministério da Educação.
“Essa portaria determinou que todas as instituições federais de ensino superior deveriam enviar propostas de inclusão de negros, indígenas e pessoas com deficiência em seus programas de pós-graduação”, ressaltou.
A proposta da UFJF, que está sob análise, começou a ser elaborada em 2017, por uma comissão especial, composta por representantes da Pró-Reitoria de Pós-Graduação e Pesquisa (Propp); da Diretoria de Ações Afirmativas (Diaaf); da Associação de Pós-Graduandos (APG); do Centro de Educação a Distância (Cead); e dos coordenadores de cursos de pós-graduação.
Se aprovada pelo Conselho Setorial de Pós-Graduação e Pesquisa, a proposta de política de cotas nos cursos de pós-graduação seguirá para apreciação do Conselho Superior (Consu) da UFJF.
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