Conheça 10 fatos incríveis sobre a foto histórica do buraco negro

A foto publicada de um buraco negro nesta semana não é apenas o belo registro do espaço. O trabalho conjunto de uma equipe internacional de 200 pesquisadores conseguiu um feito inédito e ainda provar que a Teoria Geral da Relatividade de Albert Einstein estava certa. Conheça os fatos curiosos sobre o registro:

Centenas de cientistas contribuíram para a pesquisa que resultou na foto do buraco negro, mas uma cientista ganhou destaque mundial. Katherine Bouman é uma jovem americana de apenas 29 anos que foi responsável por desenvolver o algoritmo que sincronizou o funcionamento de radiotelescópios pelo mundo e permitiu que a foto fosse tirada

Foram usados oito radiotelescópios espalhados pelo mundo para conseguir fazer o
registro. Três telescópios ficavam nos EUA, um no México, um no Chile, dois na Europa e um no Polo Sul. Esses equipamentos trabalharam durante cinco dias inteiros para reunir material necessário para a pesquisa graças, principalmente, às pesquisas de Bouman

Todo esse esforço foi necessário para fazer uma imagem de algo que foi ilustrado e imaginado diversas vezes por artistas e no cinema. A foto de um anel brilhante ao redor de um círculo escuro não surpreendeu leigos e especialistas por parecer algo muito familiar. Todas essas representações só foram possíveis porque Albert Einstein estava certo

Albert Einstein publicou a sua Teoria Geral da Relatividade há mais de um século, em 1915. Entre as suposições feitas pelo físico estava que existem regiões no universo que deformam o tempo e o espaço. Esses locais teriam uma densidade tão grande que nem mesmo a luz conseguiria escapar de seu intenso campo gravitacional. Essa era a definição de um buraco negro pensado pelo cientista

O buraco negro não emite luz e não pode ser visto diretamente. O que os cientistas conseguiram capturar foi o brilho de gases que são aquecidos a temperaturas altíssimas e sugados da borda do buraco negro para dentro. Einstein conseguiu imaginar como deveria ser um buraco negro muito antes da sua teoria ser colocada à prova com a foto publicada nesta semana

O buraco negro registrado pelos cientistas da EHT não está perto da Terra, inclusive não está
nem na mesma galáxia. Ele foi fotografado na Galáxia M87, que está a 55 milhões
de anos-luz de distância do nosso planeta

Além de estar muito longe, o buraco negro fotografado também
é enorme. Segundo estimativa dos pesquisadores, a massa dele é 6,5 bilhões de
vezes maior que a do Sol

A foto da engenheira Katherine Bouman com pilhas de HDs
viralizou na internet. No total, toda a pesquisa gerou 5 petabytes de dados. Segundo Dan Marrone, da Universidade do Arizona, 5 petabyte
equivale a 5.000 anos de arquivos mp3 ou “toda a coleção de selfie ao
longo da vida de 40.000 pessoas”

A foto publicada pela cientista em sua conta no Facebook foi comparada com a foto de Margaret Hamilton. Na época, a cientista da computação empilhou todos os papeis usados para concluir pesquisa que permitiu o homem chegar à Lua