Confira as dicas para se prevenir contra falsos entregadores

Imagem: Pixabay

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Programa Inova 360

Por Fernando Koda

Na busca constante e crescente dos usuários por mais conforto, comodidade e praticidade, os aplicativos de entregas a domicilio conquistam mais espaços, fato que podemos constatar na quantidade de vezes que encontramos com estes entregadores em nosso trajeto ou, quando nós mesmos precisamos desse tipo de serviço seja, na compra de alimentos, remédios ou entregas de documentos, entre tantos outros tipos de produtos que são normalmente entregues por este recurso.

Outro fator positivo é a possibilidade de algumas pessoas poderem aumentar sua renda atuando como entregador dos aplicativos, utilizando uma moto com mochilas bags térmicas ou com baús específicos e das mais variadas cores que são normalmente relacionadas ao aplicativo ao qual se está vinculado.

Vamos entender como as empresas desses aplicativos funcionam.

As empresas disponibilizam um aplicativo que intermedia a relação dos comércios que precisam do serviço com os entregadores motorizados e recebem pela intermediação, mas não possuem, segundo elas, nenhum vínculo com o produto, com a entrega.

A plataforma visa localizar diante da necessidade do comerciante o entregador que estiver mais próximo a ele e que aceitar o serviço.

Alguns entregadores conhecendo os locais de maior incidência de chamada procuram ficar estacionados em frente a comércios ou residências aguardando as oportunidades para estarem mais próximos, porém, é comum encontrar pessoas que se sentem prejudicadas por terem diversas motos paradas em frente ao seu comércio ou residência e buscam por soluções que muitas vezes parecem não surtir efeito.

Por outro lado, pessoas ligadas ao mundo do crime, buscam por camuflagens que não despertem desconfiança do público enquanto caçam por suas vítimas, seja, no trânsito, em um estabelecimento comercial ou mesmo em residências.

É comum principalmente no trânsito das grandes metrópoles as pessoas entenderem como um risco um motoqueiro com garupa se aproximando de um veículo ou de uma pessoa e ficarem em alerta ou porque não dizer, com medo, mesmo que seja apenas para pedir uma informação, mas não é muito comum ocorrer o mesmo quando uma pessoa aparentemente sozinha se aproxima em uma moto com a mochila ou baú de delivery, pois, tende a passar a imagem de um trabalhador comum, quando na verdade pode ser um criminoso disfarçado.

Esta modalidade de crime tem se tornado uma triste rotina e quando praticada prejudica direta e indiretamente diversas pessoas, não somente as suas vítimas que aterrorizadas pelas abordagens normalmente com armas de fogo entregam seus pertences, mas, também os trabalhadores do setor que passam a ser vistos, infelizmente, como  possível ameaça.

As empresas dos aplicativos também são prejudicadas diante da falsa e errônea utilização de sua marca para driblar a confiança e a atenção de seus clientes diretos e ou indiretos.

É importante ressaltar que nas ocorrências desta modalidade não encontramos pessoas devidamente cadastradas no aplicativo, ou seja, trabalhadores cadastrados praticando crimes desta natureza, mas sim criminosos muitas vezes em quadrilhas atuando com este disfarce.

Diante deste cenário se faz necessário uma reação destas empresas para o tratamento do risco que envolve não somente sua marca, mas, também seus clientes, desenvolvendo recursos operacionais e tecnológicos que possam contribuir para a redução desta prática, seja através dos baús e mochilas, ou na identificação visual segura de seus cadastrados, seja por orientação ao público consumidor, seja na facilitação da fiscalização tanto das autoridades policiais como também do público que utiliza o serviço.

Cuidados importantes

– Em condomínios é importante orientar porteiros e moradores a não autorizarem o acesso de entregadores no interior do condomínio, evitando o contato físico, entre entregadores e moradores ou colaboradores, utilizando a clausura e o passa volumes da forma correta para esta ação.

– Não permita que o entregador permaneça durante o processo utilizando o capacete para que este seja identificado pelas câmeras, conforme lei em vigor em diversos estados brasileiros, no estado de São Paulo a lei é a nº 14.955, de 12.03.2013.

– No trânsito mantenha seus vidros sempre fechados e não deixe seus pertences em cima dos bancos.

– Não deixe GPS ou celulares muito próximos ao vidro do condutor ou do carona; se possível procure deixar mais próximos ao centro do painel do seu veículo.

– Esperamos que nunca ocorra, mas, se por uma infelicidade, sofrer um assalto, procure se manter calmo e nunca reaja; é muito comum criminosos agirem sempre com apoio de um ou mais parceiros do crime, e registre o boletim na delegacia regional da ocorrência dos fatos.

Deixo aqui meu reconhecimento e respeito aos verdadeiros trabalhadores deste setor, guerreiros e guerreiras, que buscam fazer o melhor para aumentar a renda e a qualidade de vida de suas famílias.

 

Fernando Koda assina a coluna “Segurança com Fernando Koda”, no Inova360, parceiro do R7. Ele é especialista em segurança patrimonial e está à frente da Implanta Solução em Segurança.

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fernando@implantasolucaoemseguranca.com.br