Condenação de Bill Cosby por agressão sexual é anulada por Suprema Corte da Pensilvânia


Comediante americano foi condenado em 2018 a uma pena de três a dez anos de prisão. Bill Cosby deixa julgamento no qual foi considerado culpado de abuso sexual
Brendan McDermid/Reuters
A Suprema Corte do estado americano da Pensilvânia anulou nesta quarta-feira (30) a condenação por agressão sexual do comediante americano Bill Cosby.
Com 83 anos de idade, Cosby cumpriu mais de dois anos da sentença de três a dez anos de prisão dada a ele em 2018. Ele tinha sido condenado pelo abuso sexual, que aconteceu em 2004, de Andrea Constand, ex-funcionária da Universidade de Temple, onde ele estudou.
De acordo com a Corte Suprema estadual, testemunhos de cinco outras acusadoras contaminaram o julgamento original, por mais que a Corte inferior tenha decidido que elas ajudavam a mostrar um padrão no comportamento de Cosby, que envolvia drogar e abusar sexualmente de mulheres.
Promotores não responderam à agência de notícias Associated Press se vão apelar da decisão.
Os juízes da Suprema Corte manifestaram preocupação não apenas em relação a casos de agressão sexual, mas com que veem como uma tendência crescente do judiciário americano de permitir testemunhos que se tornam ataques ao caráter.
A lei permite testemunhos apenas em casos limitados, mas incluem a demonstração de padrões criminais tão específicos que ajudem a identificar o criminoso.
Além de Andrea, mais de 60 mulheres também acusaram Bill Cosby de abusos sexuais entre os anos 1960 e 2000.
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