Comitê de Senado dos EUA diz que Rússia tentou influenciar eleição

Senadores Warner e Burr confirmaram interferência

Senadores Warner e Burr confirmaram interferência
Reuters / Aaron P. Bernstein / 9.5.2018

Os dois líderes do Comitê de Inteligência do Senado dos EUA, o republicano Richard Burr e o democrata Mark Warner (presidente e vice-presidente do comitê) afirmaram, nesta quarta-feira (16) que o governo russo buscou interferir na eleição presidencial de 2016, a favor do então candidato republicano Donald Trump, que acabou eleito.

A declaração conjunta foi contrária à posição dos deputados do Comitê de Inteligência da Câmara norte-americana, que tinham afirmado que a Rússia havia tentado interferir na eleição, porém sem tentar ajudar Donald Trump. Os democratas do comitê discordaram e prosseguiram investigando.

Indícios de interferência

Em um comunicado à imprensa dos EUA, Burr afirmou que “não vemos razões para duvidar” dos indícios levantados por diversas agências de inteligência do país e do mundo.

“Após uma revisão profunda, nossa equipe concluiu que essas evidências eram precisas”, disse Warner no comunicado. “O esforço russo foi extenso, sofisticado e foi uma ordem do próprio presidente Vladimir Putin, com o propósito de ajudar Donald Trump e prejudicar Hillary Clinton.”

O anúncio do comitê veio depois de uma reunião a portas fechadas com o ex-diretor da Agência de Segurança Nacional (NSA, na sigla em inglês) Mike Rogers, o ex-diretor da CIA John Brennan e o ex-diretor nacional de Inteligência, James Clapper. Todos estavam nos cargos na época da eleição.

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