Com uma suindara em zoológico, Cidade da Criança lembra a importância da preservação das corujas


Nesta terça-feira (4), é celebrado o Dia Internacional da Conscientização pelas Corujas. Aves auxiliam no equilíbrio ambiental, mas muitas vezes são associadas ao mau agouro. Zoológico da Cidade da Criança tem um exemplar da coruja suindara
AI/Cidade da Criança
O Dia Internacional da Conscientização pelas Corujas é comemorado nesta terça-feira (4). O Zoológico do Parque Ecológico da Cidade da Criança, em Presidente Prudente (SP), que tem um exemplar da espécie suindara (Tyto furcata), lembra a importância da data para a preservação da ave, que muitas vezes é associada a superstições de mau agouro.
As lendas em que as corujas são relacionadas impactam negativamente na preservação da vida dessas aves na natureza. Mitos associam a aparição de corujas à má sorte. Conforme a Cidade da Criança, essas aves são encontradas em todos os continentes, exceto na Antártida.
“A suindara, por exemplo, também conhecida como ‘rasga-mortalha’, sofre com maus-tratos e, em casos extremos, pode ser morta por pessoas que acreditam em crendices populares”, explica o zoológico.
O objetivo do Dia Internacional da Conscientização pelas Corujas é alertar a respeito da contribuição de mais de 220 espécies de corujas para o equilíbrio ambiental.
“As corujas se alimentam de lagartos, pequenos pássaros e insetos, mas a preferência é pelos pequenos roedores, ajudando no controle populacional de ratos. Portanto, a presença dessas aves diminui as chances de transmissão de doenças de roedores para humanos”, explica a veterinária Érica Silva Pellosi.
Outro fator de ameaça é o desequilíbrio ambiental causado pela fragmentação das matas e pelo aumento da urbanização.
“A coruja, na verdade, é um sinal de boa sorte para nós. Quando encontrar um animal deste por aí, pare e contemple sua beleza, e lembre-se do bem que ele faz”, completa a veterinária.
O Zoológico da Cidade da Criança abriga um exemplar de suindara. Porém, a visitação está suspensa temporariamente durante a pandemia da Covid-19, como medida de segurança contra a transmissão do novo coronavírus.
Suindara
A suindara é conhecida também como coruja-de-igreja e coruja-das-torres por nidificar nesses locais. Essa ave adaptou-se muito bem às edificações das cidades. Seu comprimento é de 37cm e a envergadura de até 90cm, seu peso chega a 500 gramas.
O grito da suindara é fortíssimo, “chraich” conhecido como rasga-mortalha, que emite frequentemente durante o voo. Possui hábito noturno. Durante o dia, dorme às vezes entre as folhas das palmeiras.
Caça sua presa utilizando a audição, na qual possui dois discos faciais bem destacados, no formato de um coração, ajudando a levar o som até a entrada do ouvido externo. Caça a noite toda, é considerada uma das aves mais “úteis” do mundo, no que se refere à economia do homem, pois consome muitos roedores, principalmente nas proximidades de habitações humanas. Através das pelotas regurgitadas, pode-se saber qual foi o alimento ingerido, através da análise dos ossos, pelos e penas.
Existem muitas crendices e superstições sobre as corujas, trazendo antipatia e medo para as pessoas. A fama de agourentas é em razão disso, sendo uma grande injustiça, pois proporcionam benefícios ao homem pelo controle de insetos e, principalmente, de roedores nas cidades. Já para os índios e os gregos da Antiguidade as corujas são símbolo de sorte e de sabedoria.
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