Com redução de dose de 5 ml para 2 ml, MS abre neste dia 1º a primeira etapa da campanha de vacinação contra a aftosa em 2019


Redução da dose ocorre pela retirada de uma cepa de vírus e de um adjuvante, que era relacionado a irritação no local da aplicação e poderia levar a formação de abscesso nos animais.
Nesta primeira etapa da campanha de vacinação contra a febre aftosa deverão ser imunizados todos os animais, de mamando a caducando.
Reprodução/TV Morena
Mato Grosso do Sul abre nesta quarta-feira, dia 1º de maio, a primeira etapa de campanha de vacinação contra a febre aftosa para bovinos e bubalinos em 2019. Nas regiões sanitárias do Planalto e Fronteira a imunização vai até o dia 31 de maio e no Pantanal até 15 de junho. Depois de encerrado o período de vacinação, os criadores terão mais 15 dias para informarem a Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal (Iagro) da imunização dos rebanhos.
Segundo o gerente de Inspeção e Defesa Sanitária Animal da Iagro, Rubens de Castro Rondon, para os criadores que optarem por imunizar o rebanho nesta etapa deverão ser vacinados todos os animais, de mamando a caducando. Ele aponta que a novidade da campanha deste ano é a utilização de vacinas com volume reduzido. Anteriormente cada dose tinha 5 ml e agora passa para 2 ml.
Rubens explica que a mudança no volume para a campanha deste ano ocorre em todo o país por conta de uma determinação do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) de que fosse retirada da composição da vacina a cepa do vírus C, já erradicado no Brasil. Permanecem na vacina, agora bivalente, as cepas dos vírus O1 e A24.
Além disso, os fabricantes também retiraram do vacina o adjuvante saponina. Essa alteração atendeu pedido dos criadores, que relacionavam a substância à exacerbada irritação no local da aplicação, o que poderia levar a formação de edema, reação inflamatória e até mesmo ao desenvolvimento de um abscesso nos animais.
A existência de abcessos na carne brasileira chegou a ser apontada como um dos motivos para os Estados Unidos terem suspendido as importações de carne fresca do país.
O gerente de Inspeção e Defesa Sanitária Animal da Iagro reafirmou ainda a manutenção do cronograma para que o estado suspenda em 2021 a vacinação contra a febre aftosa dos rebanhos bovino e bubalino. A medida visa obter o reconhecimento da Organização Mundial de Sanidade Animal (OIE) como área livre da doença sem vacinação.
“Estamos no bloco 5, junto com Mato Grosso, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, para fazer a suspensão da vacinação até 2021, conforme estipulado pelo MAPA. O Paraná já pediu a antecipação e nesse ano já não vai mais vacinar seu rebanho. Santa Caterina já é área livre sem vacinação e temos a informação que o Rio Grande do Sul é o próximo a pedir a antecipação do prazo”.
Rubens explica que apesar de outros estados do bloco já terem se antecipado ao cronograma, Mato Grosso do Sul ainda não cogita encurtar esse prazo, por conta de ter algumas medidas a serem adotadas ainda. “Nosso foco é cumprir a meta e suspender a vacinação em 2021”, ressaltou.
O lançamento oficial da campanha deve ocorrer na manhã da próxima quinta-feira (2), na fazenda Embriza, em Campo Grande. Nas campanhas anteriores o estado bem obtendo índice de cobertura superior a 99%.
Importância da pecuária para a economia do estado
Mato Grosso do Sul tem o quarto maior rebanho bovino do país, com cerca de 21 milhões de animais e o segundo maior número de abates, com cerca de 3,2 milhões de cabeças ao ano, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O Valor Bruto de Produção (VBP) – indicador calculado com base nos volumes de produção e preços médios da pecuária, é o segundo maior do agro do estado, devendo atingir em 2019, R$ 7,882 bilhões. Um dos principais produtos da atividade, a carne bovina, desossada e congelada, foi no primeiro trimestre deste ano, o terceiro no ranking de exportações sul-mato-grossense com receita de US$ 95,872 milhões.