Com celulares mais caros, procura por usados aumenta

Preço dos smartphones novos subiu 30%, em média, nos últimos 12 meses. Alta dos smartphones aquece mercado de celulares usados
Um dos produtos que mais sentiram o peso da inflação dos últimos 12 meses foram os celulares, com um aumento no preço de 30%, em média. Isso significa que um telefone que custava, por exemplo, R$ 800 no ano passado não fica agora por menos de R$ 1 mil.
Entre os motivos pra disparada no preço estão a desvalorização do real, a escassez de componentes na indústria – como os chips – e o aumento do valor dos fretes internacionais, principalmente da China. Situação que não tem previsão pra ser resolvida logo.
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“A perspectiva é de que não há solução neste ano de 2021, deve se arrastar por 2022 essa situação”, diz Ricardo Moura, da consultoria GFK. “Toda a produção dos componentes é global, não tem como fugir desse cenário de aumento de preço e da variação do dólar também.”
É pela telinha do celular que a grande maioria dos brasileiros se conecta. Ele é o principal meio de acesso à internet no país e, para muita gente, o único. Na pandemia, ganhou ainda mais funções, como instrumento de trabalho e de estudo. Por isso, trocar de telefone nem sempre é uma escolha que dá pra adiar: pode ser necessidade mesmo.
E, com os preços subindo, a preocupação em não gastar muito e ao mesmo tempo ter um aparelho que funcione bem aproximou o mercado dos celulares de um outro já bem conhecido dos brasileiros: o de usados.
Como acontece com o carro, muita gente está preferindo o celular usado porque consegue comprar modelos mais equipados por um preço menor.
Uma plataforma que vende celulares seminovos diz que dobrou as vendas na pandemia Chegou a ter mais procura do que estoque. “Foi o maior desafio nosso, né? Conseguir manter o estoque carregado para conseguir atender toda a demanda”, afirma Danilo Alberto Martins, sócio-diretor da Yesfurbe.
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