Co-fundador do Lollapalooza diz que festivais e eventos de música ao vivo só devem retornar em 2022


Festival não vai acontecer nos Estados Unidos neste ano por conta da pandemia do novo coronavírus, mas evento no Brasil está previsto para dezembro. Letreiro do Lollapalooza 2018 no Autódromo de Interlagos, em São Paulo
Marcelo Brandt/G1
Marc Geiger, um dos fundadores do Lollapalooza, falou sobre o futuro de eventos com música ao vivo e festivais em entrevista ao podcast do jornalista e crítico musical Bob Lefsetz.
Lefsetz perguntou a opinião de Geiger sobre quando os shows ao vivo devem voltar a acontecer e o empresário respondeu: “Em minha humilde opinião, vai ser em 2022”.
“Meu instinto é que vai demorar um pouco, porque os eventos de grande porte, esportes, shows, festivais, não vão se sair muito bem enquanto o vírus estiver presente”, continua.
O Lollapalooza nos Estados Unidos não vai acontecer neste ano por conta da pandemia do novo coronavírus, mas a edição brasileira foi adiada para dezembro e segue confirmada.
“Eu sei que é frustante e economicamente devastador, mas é algo que é maior que nós”, explicou. “Se você estudar história, você vai ver que isso já aconteceu e foi super disruptivo para a sociedade da época”.
Lefsetz também perguntou sobre como as empresas que vivem de entretenimento vão sobreviver a um período tão longo sem atividades.
“É economicamente devastador, eu reconheço isso. Haverá uma grande quantidade de sangue derramado, falências a maioria das pessoas não vai ficar bem”, afirmou.
“Não é o cenário ideal, mas como a pergunta é sobre sobrevivência, eu acho que pessoas que têm acesso a boas linhas de crédito podem, definitivamente, sobreviver”.