Cisão de Liniker e os Caramelows deve beneficiar mais a cantora do que os músicos da banda


Anunciada em nota oficial, separação acontece após turnê de despedida agendada para junho e julho. ♪ ANÁLISE – Anunciada em nota oficial nesta segunda-feira, 17 de fevereiro de 2020, a separação da banda Liniker e os Caramelows – após turnê de despedida agendada para junho e julho – deve beneficiar mais a cantora do que os músicos do grupo.
Por mais que a sonoridade dos Caramelows tenha contribuído para o sucesso de Liniker Barros, quem centralizou as atenções do público nos cinco anos de vida do coletivo paulista – formado em 2015 em Araraquara (SP), cidade do interior de São Paulo – foi muito mais a cantora do que a banda formada por Éder Araújo (saxofone), Fernando TRZ (teclados), Marja Lenski (percussão), Péricles Zuanon (bateria), Rafael Barone (baixo e produção musical), Renata Éssis (backing vocal) e William Zaharanski (guitarra).
É normal no universo pop que cantores catalisem o interesse popular em proporção inalcançável dos músicos – o que jamais significa demérito para ninguém. E Liniker sempre foi bem mais do que uma vocalista na formação dos Caramelows. Ela é uma cantora de personalidade própria.
Após dois álbuns, Remonta (2016) e Goela abaixo (2019), que geraram shows apresentados pelos artistas no circuito de importantes festivais do Brasil e do mundo, Liniker e os Caramelows se separam e cada um seguirá o próprio caminho artístico. O que não significa que esses caminhos não possam convergir no futuro, ressalta a nota oficial sobre a cisão.
Ao anunciar a separação, cantora e banda evitam os termos pausa, hiato e recesso – já recorrentes no universo pop. Não prometem retorno. Mas tampouco falam em fim em caráter definitivo. Tudo pode acontecer.
Pela lei das probabilidades desse universo, Liniker tem em tese muito mais chance de se manter em evidência do qualquer integrante dos Caramelows. Mas isso não impede que qualquer músico ou backing da banda construa carreira solo que, no futuro, possa ser mais relevante do que a trajetória de Liniker.
Backing vocal da Blitz de 1982 a 1986, ano em que a banda se dissolveu, Fernanda Abreu, por exemplo, se tornou mais relevante para a música pop brasileira do que Evandro Mesquita, cantor e frontman da banda carioca que voltou à cena nos anos 1990.
Por ora, Liniker planeja se dedicar também à carreira de atriz, sem negligenciar o ofício de cantora, enquanto os Caramelows já têm encaminhas gravações com a rapper espanhola Indee Styla e a cantora moçambicana Selma Uamusse.