Cigarro e álcool são fatores de risco para câncer cerebral. Saiba mais

O câncer cerebral é primário ou metástase de outros cânceres? De acordo com o neurocirurgião Jean Gonçalves, do A.C.Camargo Cancer Center, o câncer cerebral pode ser primário, surgindo das células cerebrais e, consequentemente, mais difícil de tratar por conta do local acometido no cérebro, ou pode ser resultado de metástase de outro câncer, neste caso, um tumor mais fácil de tratar

Quais as causas do câncer cerebral? O neurocirurgião afirma que o câncer no cérebro está relacionado a fatores genéticos e ambientais, exposição à radiação, tabagismo e alcoolismo

Qual o tumor cerebral mais comum? De acordo com o médico, os tumores mais comuns são as metástases de câncer de pulmão, de mama e de melanomas. Já entre os tumores primários, o mais comum é o meningioma que, de maneira geral, é benigno e com bom prognóstico. O meningioma cresce lentamente ao longo dos anos e surge das meninges, membranas que envolvem o cérebro e a medula espinhal, segundo dados da clínica Mayo, nos Estados Unidos. É mais comum em mulheres em idades mais avançadas. As causas ainda são desconhecidas, mas os principais fatores de risco são a ação dos hormônios femininos, tratamento com radiação, transtorno hereditário do sistema nervoso e obesidade 

Qual o tumor cerebral mais letal? Gonçalves afirma que o glioblastoma é o tumor maligno mais comum. Trata-se de um tumor primário, originado das células cerebrais e sem cura. Segundo o médico, o prognóstico desse tumor é ruim, deixando poucos meses de vida ao paciente após o diagnóstico

O câncer cerebral pode afetar a fala ou a memória do paciente? Dependendo do local em que o tumor se encontra, sim. Porém, nem sempre a função pode ser recuperada. Segundo Gonçalves, quando são tumores primários, a remoção do tumor sem prejudicar a área é mais difícil. Já os tumores metastáticos são mais fáceis de remover, retornando às funções originais do cérebro

O câncer cerebral é raro? De acordo com o Inca (Instituto Nacional de Câncer), esse tipo de câncer afetou 2,7% homens, o que corresponde a 5.810 casos, e 2,7% mulheres, 5.510, no país, no ano passado

Qual a taxa de letalidade do câncer cerebral? Segundo dados de 2018 do Inca, a taxa de mortalidade entre homens foi de 4,3% (4.718 mortes), e de 4,5% entre as mulheres (4.315 mortes)

Quais os sintomas mais comuns do câncer cerebral? Dores de cabeça, tonturas, perda de movimentos, perda de sensibilidade, alterações hormonais, perda de visão, visão dupla e perda de audição estão entre os sintomas de tumores cerebrais. Gonçalves afirma que os sintomas podem surgir de uma hora para a outra, com piora progressiva devido ao crescimento do tumor

Raramente são realizados exames na região da cabeça. Desta forma, como saber se um tumor está se desenvolvendo? O médico afirma que exames são pedidos caso haja sintomas e para pessoas que tenham parentes com o problema e estejam buscando prevenção, além de casos em que o paciente bate a cabeça. Entre os exames para diagnóstico estão a ressonância magnética e a tomografia cerebral

É preciso abrir a cabeça do paciente para realizar o diagnóstico? O neurocirurgião afirma que, em alguns casos, para ter um diagnóstico 100% certeiro, é necessária a abertura do crânio. Porém, alguns tumores, como o meningioma, possuem formatos característicos, podendo ser identificados por meio dos exames de imagem

É possível prevenir o câncer cerebral? Gonçalves afirma que é difícil, mas evitar a exposição a radiação, evitar o tabagismo e o consumo de bebidas alcoólicas são algumas indicações

O câncer cerebral tem alguma relação com Parkinson ou Alzheimer? Não. Embora algumas localizações tumorais possam trazer alterações motoras ou de memória, o câncer cerebral não possui qualquer relação com nenhuma das doenças

Qual o tratamento para o câncer cerebral? O câncer no cérebro pode ser tratado com quimioterapia e radioterapia, sendo indicados para casos de tumores malignos, controlando o seu crescimento. Outra opção é a cirurgia para a retirada do tumor, indicada em tumores benignos
*Estagiária do R7 sob supervisão de Deborah Giannini