Ciclo do Marabaixo no AP inicia com rodas de dança no barracão da Tia Gertrudes


Programação começou neste sábado (31), na Zona Central de Macapá. Festividade secular que marca o culto ao Divino e à Santíssima Trindade, segue até junho. Ciclo do Marabaixo iniciou neste sábado de aleluia (31) no barracão da Tia Gertrudes
Carlos Alberto Jr/G1
Iniciou neste sábado de aleluia (31) o Ciclo do Marabaixo 2018 no Amapá, a festividade é considerada a maior representação cultural do estado. As rodas de dança ao som das caixas começaram por volta das 17h, no barracão da Tia Gertrudes Saturnino, no bairro Santa Rita, na Zona Central de Macapá. A programação, que envolve cinco grupos tradicionais, segue até junho.
Entoando ‘ladrões’, como são conhecidas as composições cantadas nas rodas de marabaixo, pelas cantadeiras, o som das caixas deu ritmo para que as dançadeiras rodassem suas saias floridas. Durante as apresentações que marcaram o início de um novo ciclo, além de apreciar as danças e música, os visitantes também puderam experimentar a gengibirra, batida de gengibre servida tradicionalmente no evento.
Além do bairro da Favela, atual Santa Rita, a festividade também acontece no Laguinho e na comunidade de Campina Grande, na Zona Rural da capital.
Valdinete Costa, organizadora do Ciclo do Marabaixo no barracão da Tia Gertrudes Saturnino
Carlos Alberto Jr/G1
Por se tratar de uma tradição secular, um dos trabalhos que os cinco grupos tradicionais têm, são os de perpetuar essa cultura. Para Valdinete Costa, uma das organizadoras do Ciclo do Marabaixo no barracão da Tia Gertrudes, essa é a principal missão de quem está gerindo os grupos.
“O Marabaixo é uma expressão única e nossa missão é perpetuar essa tradição que herdamos de nossos antepassados para as novas gerações. Felizmente, isso não é forçado. Muita das crianças que vivem próximo as sedes dos grupos tradicionais acabam se encantando pelas nossas vestimentas, danças e música”, contou Valdinete.
Uma dessas crianças que acabaram se encantando desde cedo pelo som das caixas e da leveza da dança das rodadeiras, foi Eduardo Costa Pessoa, de 13 anos. Os pais dele participam dos ritos, mas ele conta que quis participar por conta própria.
Eduardo Costa Pessoa, de 13 anos, participa da programação dançando e tocando caixas
Carlos Alberto Jr/G1
“Meus pais participam das programações, mas eu mesmo que pedi para estar no meio. Participo dessas festas desde os quatro anos, sempre cantando e dançando”, disse o pequeno Eduardo.
Dentre as novidades deste ano, haverá uma ação de replantio das árvores para compensar os mostros derrupados por conta da tradição. Também terá a reinauguração do Museu Natalina Costa, com informações sobre a história da pioneira, e da Tia Gertrudes Saturnino, que dá nome ao barracão.
A biblioteca e o museu estarão abertos para a comunidade a partir de 5 de maio. Além do material histórico, também serão lançados biografias e documentários no programação, informou a organização.
Na programação deste sábado houve ainda o Marabaixo da Aceitação, momento em que cada barracão reverencia, de acordo com a sua tradição, o Divino Espírito Santo e a Santíssima Trindade. O ato segue até a 0h de Domingo de Páscoa (1º) no bairro Laguinho.
A festa é realizada por cinco famílias tradicionais, cumprindo diversos rituais durante pouco mais de dois meses. Além do calendário tradicional, atividades educativas serão realizadas, incluindo oficinas nas escolas públicas.
Manifestação cultural é considerada a mais importante do Amapá
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