Chuva no Leste de Minas eleva preço do tomate e caixa do produto chega a ser comercializada a R$ 120,00


Mesmo com a chegada do inverno, os produtores ainda não têm expectativa que o preço diminua; produto foi o grande vilão da inflação, entre os gêneros alimentícios. Produção de tomate perdida
Reprodução/ TV Gazeta
A alta do preço do tomate está sendo impulsionada pela falta de mercadoria no comércio, e a ausência do produto deve-ser às chuvas no Leste Minas, segundo os produtores da região. Eles afirmam que foi plantado em 2018, foi perdido. Para tentar amenizar esse prejuízo, e sem o produto no mercado, o preço tem ido nas alturas. No CEASA de Governador Valadares, a caixa do tomate tem variado de R$ 110,00 e R$ 120,00.
O tomate foi o vilão da inflação, entre os gêneros alimentícios, na pesquisa realizada em Abril pelo IBGE. O alta acumulada do mês foi de 2,07% , já o tomate teve um aumento de 31,84%, sendo o alimento que mais teve reajuste.
O produtor Clerisson Braga, da cidade de Marilac, perdeu boa parte do que havia plantado no ano passado, e que iria abastecer a região durante esses meses. Toda a plantação do agricultor é vendida na própria região Leste. Mas ele acredita que, com a chegada do inverno, a situação deve melhorar, mas ainda é difícil dar um prazo de quando o preço vai ser normalizado. “É muito difícil conseguir manter a produção de tomate em época de chuva, então, normalmente, o preço sempre sobe. Mesmo que as chuvas não tenham sido tão intensas na nossa região, o estrago foi bem grande. Por isso o preço está alto, não dá pra segurar esse valor.”
Por causa do clima, a qualidade do tomate também tem variado. “Para que o tomate tenha qualidade, precisamos ter uma junção de manuseio correto, iluminação, e principalmente uma irrigação correta. O excesso de água foi o responsável para esse desenvolvimento abaixo do padrão”, afirma o produtor.
Mesmo com o preço mais alto, saindo por volta de R$ 8,00 o quilo para o consumidor, o tomate ainda é um dos campeões de venda nos sacolões e mercados da região. Em um sacolão de Ipatinga, Wilson Silva afirma que chega a comprar de 12 a 15 caixas por semana. “Tem gente que chega e torce o nariz para o preço, mas acaba levando, nem que seja só um pouco. Tenho muitos clientes que têm restaurante, e eles falam que não podem deixar de oferecer o tomate”, diz o dono do sacolão.
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