Chinesa Lifan mantém suspensa produção de veículos no Uruguai


Fabricante diz que fábrica parou em meados do ano passado e funcionários estão em lay-off. Motivo foi a queda nas vendas no Brasil e na Argentina. Fábrica da Lifan em San José, no Uruguai
Divulgação
A chinesa Lifan confirmou nesta quarta-feira (6) que a produção de veículos da marca no Uruguai está suspensa desde meados do ano passado, atribuindo a medida à queda nas vendas da marca no Brasil e na Argentina.
Em 2017, a Lifan emplacou 2,3 mil veículos no mercado brasileiro, 30% a menos do que no ano anterior, de acordo com dados da associação das importadoras, a Abeifa.
O carro-chefe é o SUV X60, lançado em 2013 e que vinha do Uruguai, onde era montado em regime CKD (Completely Knock-Down, em inglês), quando as partes chegam prontas. Ele chegou a ser o chinês mais vendido no país alguns anos atrás.
“A nossa fábrica no Uruguai só é viável economicamente com volume e estabilidade de produção, o que infelizmente não acontece desde o segundo semestre do ano passado”, afirmou o presidente da montadora, Kevin Lau.
A marca ressaltou que a operação no Brasil continua, com a rede de concessionárias ativa e a comercialização de veículos novos, que são trazidos da China, e seminovos.
E que pretende retomar a produção na fábrica inaugurada em 2012 “assim que as vendas voltarem a crescer”.
“Mesmo com a implementação do novo programa Rota 2030 (no Brasil), que traz a possibilidade estratégica de importação de veículos diretamente da China, a nossa fábrica no Uruguai ainda é a melhor opção”, completou Lau.
Os cerca de 109 funcionários da Lifan naquela unidade estão em lay-off (suspensão temporária de contratos), com auxílio do governo uruguaio.
Foco em SUVs
A Lifan disse que “trabalha fortemente” para lançar o SUV X70 neste ano no Brasil. O modelo já rodava em testes no país no ano passado e foi exibido no Salão de SP, em novembro.
A marca começou a vender o “irmão” maior dele, o X80, que já era importado, em junho passado.
Lifan X70 rodava em testes em São Paulo no ano passado
Guilherme Fontana/G1