Chinesa é presa ao tentar entrar com pendrive suspeito em resort de Donald Trump na Flórida


Investigadores encontraram com a mulher quatro telefones celulares, um laptop, um disco rígido externo e um pendrive Foto de arquivo mostra Mar-a-Lago, propriedade de Donald Trump na Flórida
Kevin Lamarque/Reuters
Agentes do Serviço Secreto dos Estados Unidos prenderam, no sábado (30), uma chinesa que tentou entrar no resort de Mar-a-Lago, na Flórida, que pertence ao presidente Donald Trump. Segundo as autoridades, a mulher passou por postos de segurança com um pendrive contendo um malware. Ela também mentiu aos policiais.
Documentos arquivados pelo Serviço Secreto dos EUA na segunda-feira (1º) dizem que, pouco depois do meio-dia de sábado, Yujing Zhang se aproximou de um agente do Serviço Secreto que fazia a verificação de visitantes de Mar-a-Lago.
Zhang exibiu dois passaportes chineses exibindo sua foto e disse que queria ir para a piscina. Os integrantes do Serviço Secreto não conseguiram inicialmente encontrar seu nome em uma lista de acesso ao local, de acordo com os documentos.
Um gerente do resort disse que um homem chamado Zhang era sócio do clube. E, apesar de Yujing Zhang não ter dado uma resposta clara se o homem era seu pai, os funcionários do resort permitiram que ela entrasse na propriedade por consideraram que a mulher poderia, sim, ser parente do sócio.
Porém, funcionários do resort ficaram desconfiados depois que Zhang pareceu ter dificuldade em explicar por que estava visitando Mar-a-Lago, de acordo com o depoimento.
Zhang disse inicialmente que ela estava lá para um evento organizado por um grupo chamado Associação Sino-Americana das Nações Unidas. No entanto, a equipe do resort não encontrou nenhum evento semelhante, de acordo com o processo judicial.
Mar-a-Lago, propriedade do presidente Donald Trump em Palm Beach, na Flórida
Reuters/Joe Skipper/File Photo
Uma recepcionista então contatou funcionários do Serviço Secreto que questionaram Zhang e concluíram que ela não tinha “nenhuma documentação legítima” que autorizasse sua entrada em Mar-a-Lago, de acordo com o depoimento.
Pendrive suspeito
Depois de detê-la, os investigadores encontraram com Zhang quatro telefones celulares, um laptop, um disco rígido externo e um pendrive. O exame inicial do pendrive determinou que continha “malware malicioso”, disse o Serviço Secreto. Softwares maliciosos como esse são utilizados por hackers para invadir computadores.
A Casa Branca fez perguntas sobre o incidente ao Serviço Secreto nesta terça-feira. O Serviço Secreto recusou-se a comentar, dizendo que a investigação ainda estava aberta.
Em um processo nesta terça-feira, um defensor público que representa Zhang disse que ela invocou seu direito de permanecer em silêncio.
Uma porta-voz do Departamento de Justiça não fez comentários sobre a prisão.