China e EUA concordam em não usar desvalorização monetária com fins competitivos, diz presidente do BC chinês


Na última rodada de negociações comerciais, as duas partes falaram sobre as taxas de câmbio. Notas de dólar e iuan em Banco de Seul, nesta quarta.
Lee Jae-won/Reuters
O presidente do Banco Popular da China (banco central chinês), Yi Gang, afirmou neste domingo (10) que Pequim e Washington acertaram se opor à desvalorização da moeda com fins competitivos, deixando o mercado ter o papel decisivo na determinação das taxas de câmbio.
Em entrevista coletiva realizada em Pequim durante a Assembleia Nacional Popular (ANP, Legislativo), Yi explicou que, na última rodada de negociações comerciais, as duas partes falaram sobre as taxas de câmbio, o respeito à autonomia das autoridades monetárias e a necessidade de manter uma comunicação estreita sobre os mercados de divisas.
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A este respeito, o presidente do banco central chinês adiantou que as partes fecharam acordos sobre “muitas questões-chave e importantes”, sem dar mais detalhes.
Também mostrou o compromisso da China de não utilizar a taxa de câmbio monetária como ferramenta para aumentar a produção ou resolver os atritos comerciais, depois que o presidente americano, Donald Trump, acusou no ano passado Pequim e Moscou de “jogar o jogo da desvalorização de divisas”.