China diz que concordou com os EUA em continuar negociações comerciais


Trump disse na véspera que se encontrará com o presidente chinês, Xi Jinping, no mês que vem, e que espera que suas discussões sejam ‘muito proveitosas’. Guerra comercial EUA China – Navio carregado de contêineres de produtos vindos da China no porto de Norfolk, na Virgínia.
Steve Helber/AP
A China e os Estados Unidos concordaram em continuar conversando sobre sua disputa comercial, disse o governo chinês nesta terça-feira (14), depois de o presidente norte-americano, Donald Trump, ter afirmado achar que as discussões recentes em Pequim terão sucesso.
As declarações ligeiramente mais otimistas foram feitas depois que ambos os lados intensificaram sua guerra comercial, com a China anunciando detalhes de novas tarifas contra importações dos EUA na segunda-feira, após a decisão dos EUA na semana passada de tarifar importações chinesas.
EUA e China travam nova rodada da guerra comercial; entenda
5 gráficos para entender a disputa entre EUA e China
O gabinete do representante de Comércio dos EUA disse que planeja realizar uma audiência pública no próximo mês sobre a possibilidade de adotar tarifas de até 25% em mais US$ 300 bilhões em importações da China.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse na véspera que se encontrará com o presidente chinês, Xi Jinping, no mês que vem, e que espera que suas discussões sejam “muito proveitosas”.
A perspectiva de a economia global ser afetada por uma disputa mais acirrada entre EUA e China preocupou os investidores e levou a uma forte venda generalizada nos mercados acionários na última semana.
“Meu entendimento é de que a China e os EUA concordaram em continuar buscando discussões relevantes. Quanto à maneira, acho que isso depende de mais consultas entre ambos os lados”, disse o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, Geng Shuang, sem dar mais detalhes.
Mas a China não será intimidada, acrescentou ele.
“Esperamos que os EUA não julguem mal a situação e não subestimem a determinação da China em proteger seus interesses.”
Fontes ouvidas pela Reuters disseram que as negociações entraram em colapso depois de a China ter tentado retirar compromissos de um esboço de acordo sobre mudanças em suas leis para permitir novas políticas em questões como proteção da propriedade intelectual e transferências forçadas de tecnologia.
Geng disse que a China mostrou sinceridade ao enviar uma delegação de alto nível aos EUA para discussões na semana passada, e que a China permanece calma diante da pressão.
Bolsas da China voltam a cair
O mercado acionário chinês voltou a recuar nesta terça-feira. Os mercados, entretanto, conseguiram se recuperar das mínimas em meio a expectativas de que os dois lados acabem alcançando um acordo.
O índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzhen, caiu 0,64%, enquanto o índice de Xangai teve queda de 0,69%. Ambos os índices entraram e saíram do território positivo durante a sessão.