Chefe de facção era último foragido da chacina das Cajazeiras, diz polícia


Fundador de facção criminosa é suspeito de ordenar chacina com 14 mortes em Fortaleza, a maior já ocorrida no Ceará. Polícia prende chefe de facção que ordenou chacina no Ceará
A prisão de Auricélio Sousa Freitas, o Celinho, foi a captura do último foragido suspeito de envolvimento na chacina das Cajazeiras, em Fortaleza, que resultou na morte de 14 pessoas em um clube de forró na capital cearense. Auricélio Sousa é apontado pela polícia como chefe e um dos fundadores da facção criminosa “Guardiões do Estado”, conhecida pela sigla GDE.
Conforme policiais, membros do grupo criminoso invadiram em 27 de janeiro o clube “Forró do Gago”, no Bairro Cajazeiras, e atiraram contra diversas pessoas, matando 14 e deixando dezenas de feridos. Conforme a investigação, na festa supostamente estariam criminosos de uma facção rival da GDE.
Não há confirmação se as vítimas da chacina são envolvidas em crimes ou são membros de organizações criminosas. O crime teve repercussão internacional.
Conforme o policial Leonardo Barreto, diretor da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), foram 11 presos e alguns adolescentes detidos (o número de menores detidos não foi informado) suspeitos de envolvimento na maior chacina do Ceará.
Chefe de facção é suspeito de ser mandante da maior chacina já ocorrida no Ceará
TVM/Reprodução
“Com a prisão de Auricélio, o último foragido no caso [da chacina das Cajazeiras], ganha o cidadão de bem e perdem os criminosos, que tiveram também armas e bens apreendidos, bens que eram usados a serviço do crime”, afirma o delegado.
Auricélio Sousa Freitas foi preso na noite de quarta-feira (11), em Fortaleza, após abordagem de policiais. “Com informações do serviço de Inteligência, nós conseguimos chegar até ele; ele ainda tentou ludibriar [os policiais], apresentando um documento falso, mas nós já tínhamos essa informação [do porto de documento falso] e nós o prendemos sem resistência”, afirma Barreto.
Questionado por policiais, o suspeito “usou o direito de ficar calado”, explica Barreto. “Mas há provas e evidências robustas contra ele”, completa.