Chanel adia desfile previsto em maio na China devido ao coronavírus


Decisão foi tomada com base ‘na situação atual e levando em conta as recomendações das autoridades chinesas’. Modelos desfilam criações da coleção outono-inverno da grife Chanel em março de 2017
François Mori/AP
A Chanel anunciou nesta segunda-feira (17) o adiamento de um desfile previsto para maio em Pequim devido ao coronavírus, que já tirou a vida de 1.700 pessoas na China desde seu surgimento, em dezembro.
A empresa tomou esta decisão com base “na situação atual e levando em conta as recomendações das autoridades chinesas”.
Adiado para “um momento mais oportuno”, este desfile era uma réplica do que foi apresentado em dezembro 2019, dedicado a diversos ofícios artísticos.
Chamado de “31 rue Cambon”, em alusão à sede dos salões e estúdios históricos da Chanel no centro de Paris, esta coleção se inspira no apartamento de Gabrielle Chanel, e foi apresentada em Paris com decoração idealizada pela cineasta Sofia Coppola.
“A Chanel acompanha a situação de perto. A saúde e o bem-estar de sua equipe e de seus clientes são prioridade”, disse a companhia em um breve comunicado.
Dias antes da próxima Semana de Moda de Paris (de 24 de fevereiro a 3 de março), o criador chinês Jarel Zhang cancelou seu desfile na capital francesa, a fim de “garantir a boa saúde e a segurança dos dois países e reduzir o número de contatos”.
Outro grande evento na China que foi afetado pela epidemia é o salão do automóvel de Pequim, uma reunião importante do setor que estava marcada para 21 a 30 de abril e foi adiada.