Centro Socioeducativo de Juiz de Fora completa 10 anos 


Unidade, que funciona no Bairro Santa Lúcia, atendeu mais de dois mil adolescentes. MPMG pede apuração de irregularidades no local.  Fachada do Centro Socioeducativo de Juiz de Fora
Reprodução/TV Integração
O Centro Socioeducativo de Juiz de Fora, no Bairro Santa Lúcia, completou 10 anos de funcionamento neste mês de março. De acordo com a Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp), ao longo da década, cerca de 2.100 adolescentes cumpriram medidas socioeducativas de internação na unidade.
Em novembro do ano passado, o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) abriu procedimento administrativo denunciando que unidade está superlotada e apresenta instalações precárias, insegurança e insalubridade.
Atualmente, o local conta com uma escola estadual, onde os internos passam por acompanhamento, por meio de frequência em escola regulamentar ou por meio de aulas de reforço. O serviço é oferecido para adolescentes em medida provisória por, no máximo, 45 dias.
Segundo a Sesp, também são oferecidos serviços de profissionalização para que os internos tenham novas oportunidades após deixarem a unidade. Entre os cursos estão padaria, lava-jato, horta, bombeiro hidráulico, eletricista, informática, gesseiro, entre outros. O balanço do Estado afirma que mais de mil adolescentes participaram de cursos e oficinas.
O diretor da unidade, Osnério Abreu, ressalta a importância do trabalho de todos para os frutos colhidos na última década.
“Todos os profissionais que, no decorrer destes 10 anos, trabalharam em prol da ressocialização, contribuíram para este resultado. Estamos empenhados em levantar novas parcerias, para ampliar, cada vez mais, as perspectivas de vida desses jovens”, afirmou.
MPMG pede melhorias urgentes
Em novembro de 2017, a Promotoria de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente de Juiz de Fora ofereceu representação contra o Estado de Minas Gerais pedindo instauração de procedimento e denunciando diversas irregularidades no Centro Socioeducativo Juiz de Fora.
De acordo com o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), a unidade abriga aproximadamente 90 adolescentes, embora tenha capacidade para 56. Além disso, apresenta deficiência com quadro de pessoal reduzido, instalações precárias, insegurança e insalubridade.
A Sesp, por sua vez, informou que Estado e Ministério Público fecharam um acordo em junho, classificado como “histórico” pelo MPMG, no qual ajustes de infraestrutura, pessoal e abertura de novas vagas no sistema socioeducativo estão datados e formalizados. O governo se comprometeu a criar 18 novas unidades, que devem gerar cerca de 1.600 vagas de internação.

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