Ceará lança centro de inteligência nesta quinta-feira


Lançamento prevê presença do governador Camilo Santana, do ministro Raul Jungmann, do diretor-geral da PF, Rogério Galloro, e do senador Eunício Oliveira. Centro para o Combate ao Crime Organizado do país será lançado nesta quinta-feira no Ceará.
Sara Resende/ TV Globo
O Ceará vai lançar o primeiro Centro Integrado de Inteligência e Controle para o Combate ao Crime Organizado do país, nesta quinta-feira (15), no Palácio da Abolição, sede do governo estadual.
O ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, o diretor-geral da Polícia Federal, Rogério Galloro, e o presidente do Congresso Nacional, senador Eunício Oliveira, devem participar do evento, além do governador Camilo Santana.
Na segunda-feira (12), Santana informou que já dispõe de prédios públicos que poderão abrigar o Centro Regional de Inteligência.
“Tenho colocado um leque de opções de escolha para que a gente possa acelerar e não perder tempo. Não quero que esse centro seja implementado daqui a alguns, quero que seja já de imediato”, disse Camilo Santana.
Confirmação
O ministro Raul Jungmann confirmou no dia 7 de março que o estado receberia o equipamento. Conforme o Jungmann, objetivo da unidade é investigar e combater atuação de facções criminosas no Nordeste. A instalação de um centro de serviço de inteligência foi a pauta principal do encontro do governadores do Nordeste, ocorrido no dia 6 de março, no Piauí.
“Isso [a instalação do Centro de Inteligência] foi devidamente legitimado num acordo de todos os governadores reunidos recentemente no Piauí que concordaram que o Ceará deve receber o primeiro centro de inteligência voltado para o combate ao crime organizado, à segurança e à redução da violência”, comentou o ministro.
Atuação de facções no Ceará
A instalação do Centro Integrado de Inteligência e Controle para o Combate ao Crime Organizado foi um pedido de governadores do Nordeste devido ao crescimento da atuação de facções criminosas na região. No Ceará, a violência do crime organizado ficou evidenciada principalmente em dois casos de assassinato em massa.
Em um deles, a chacina de Cajazeiras, a maior matança já registrada no estado, um bando armado invadiu uma festa e atirou contra várias pessoas, matando 14. Os criminosos tinham objetivo de matar rivais que supostamente estariam na festa.
Em outro caso, em Itapajé, 10 presos foram assassinados durante um confronto entre membros de facções rivais detidos na cadeia municipal.
Já na sexta-feira (9), sete pessoas foram mortas a tiros no Bairro Benfica. A investigação apontopu que ordem para chacina no Benfica partiu de dentro de presídio na Grande Fortaleza. Um homem foi preso.

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