Dentista é presa acusada de racismo contra bebê

Em uma publicação, ela afirma que não se interessa por gente que nunca chegará ao seu tom de pele

Jornal Opção

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Foto: Reprodução/Facebook

Uma dentista foi presa nesta terça-feira (17/4), em Teresina, no Piauí, acusada de racismo contra uma mulher e sua filha recém-nascida. Delzuite Macêdo é apontada como autora de uma série de comentários ofensivos direcionados às duas e a todas pessoas negras. 

O texto foi publicado em seu Facebook apenas para amigos, mas as imagens circulam nas redes sociais e geraram revolta entre internautas. No texto, a dentista afirma que seu filho “é lindo e branco” e ofende a vítima. “Já vi que você saiu da senzala, porém a senzala ainda não saiu de você”, diz, afirmando que não se interessa por gente que nunca chegará ao seu “tom de pele”.

A vítima, Thaiane Ribeiro Neves, procurou a delegacia de São Raimundo Nonato no último dia 9. Em entrevista ao jornal Extra, o delegado Emir Maia afirmou que foi aberto inquérito policial para investigar as publicações da dentista.

Delzuite estava foragida e foi encontrada na manhã desta terça em um hotel, já com passagem comprada para São Paulo. A prisão foi decretada porque ela não compareceu à delegacia para prestar depoimento.

Em entrevista ao jornal, a família da suspeita alegou que Delzuite sofre de transtornos mentais e afirmou que vai pedir na Justiça a internação da parente. Em seu Facebook, a vítima publicou uma nota em que diz que nunca foi amiga da acusada e questiona a alegação de transtorno mental.

Delzuíte responde por três processos, todos abertos no último ano. O primeiro, de março, é por difamação, injúria e ameaça; o segundo, de agosto, é apenas por difamação; enquanto o último, de outubro, é por dano, sem especificar, porém, de que tipo.

Veja a nota da vítima na íntegra:

NOTA DE ESCLARECIMENTO

Diante das recentes declarações proferidas pela Sra. Delzuíte Ribeiro de Macêdo, por meio das quais esta, através de novas difamações, tenta justificar o injustificável, a Sra. Thaiane Ribeiro Neves vem, por intermédio de seu advogado, Marcos Landim (OAB/PI 11.288), se manifestar.

Quanto à publicação RACISTA realizada pela Sra. Delzuíte nas redes sociais, que ofende a Sra. Thaiane, sua filha recém-nascida e, em algum grau, toda pessoa que faz jus a ser chamada de “ser humano”, o ato fala por si só. Trata-se de crime mediante o qual a investigada não ofendeu apenas a dignidade da vítima, mas sim praticou verdadeiro ato de discriminação, preconceito e incitação ao ódio a toda a raça negra. As medidas legais estão sendo tomadas.

Sobre a suposta amizade que a Sra. Delzuíte alega ter mantido com Thaiane, torna público que isso nunca existiu. Thaiane nunca foi amiga de Delzuíte e, muito menos, deu causa a término de relacionamento da mesma com o seu ex-marido, a “justificar” tamanho ódio.

Acerca da alegação de que teria feito um gesto obsceno para a Sra. Delzuíte, no dia 06.04.2018, Thaiane informa que não é verdade. Ao revés, na oportunidade DELZUÍTE tentou lhe ferir com uma tesoura, estando com seu bebê de apenas 01 mês de vida no colo, o que está sendo apurado em inquérito policial.

Ademais, quanto a afirmação de que a Sra. Delzuíte sofreria de problemas mentais, causa espécie essa alegação ter sido proferida somente agora, quando UM dos seus atos veio a tomar maior repercussão. Cabe lembrar que essa senhora responde a vários outros processos por atos similares, com vítimas diversas, e jamais alegou loucura, como também não alegaram os familiares da mesma. Racismo não é doença, é crime.

Sabe-se que a mesma está em “local incerto”. Esse procedimento, de se evadir, é corriqueiro por parte da investigada e somente revela que não é inimputável, que tem consciência suficiente para compreender a gravidade dos seus atos e se autodeterminar.

A Sra. Thaiane e a sua família, portanto, tal como inúmeras outras vítimas ofendidas por atos rasteiros e repugnantes como esse, tem tomado as medidas legais cabíveis. Agradecem o apoio que tem recebido e esperam das autoridades que ajam com a necessária eficiência na tutela dos seus direitos. Que a justiça seja feita, de maneira proporcional e adequada.

 

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Febre amarela matou 155 pessoas em Minas Gerais em 2018

Quase 1,8 milhão de mineiros ainda não se imunizaram

Quase 1,8 milhão de mineiros ainda não se imunizaram
RecordTV Minas

A febre amarela matou 155 pessoas em Minas Gerais este ano, conforme balanço divulgado nesta terça-feira (17) pela SES (Secretaria de Estado de Saúde). O número pode aumentar, pois outros 19 óbitos estão em investigação. 

A campanha em favor da vacinação contra a doença continua e atingiu 94% da população mineira — a meta do Ministério da Saúde é um percentual mínimo de 95%.

Entretanto, os 6% que faltam serem imunizados representam quase 1,8 milhão de pessoas.

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O boletim da SES informa que “entre os 853 municípiosdo Estado, 18,87% (161) não alcançaram 80% de cobertura vacinal; outros 33,29% (284) têm entre 80% e 94,9% de seus moradores vacinados (e); com mais de 95%, estão 47,83% (408) das cidades.

A maioria dos óbitos ocorreu em Nova Lima, na região metropolitana de Belo Horizonte, com 10 registros. Trata-se de um município cercado por extensas matas.

Vale lembrar que a febre amarela ocorre principalmente em ambiente silvestre e que os macacos são considerados sentinelas da doença, pois a morte de um primata é indício de que o vírus da moléstia pode estar na região. 

Desde julho de 2017, 78 cidades confirmaram a presença do vírus em primatas. Outros 169 municípios aguardam o resultado de exames. É importante destacar que os macacos, assim como o ser humano, é vítima da doença. Primatas não transmitem febre amarela.

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