Costureira, motorista, manicure: CAT de Santa Bárbara tem 66 vagas de emprego


Funções com o maior número de vagas se concentram na área industrial, de transportes e confecções. A Casa do Trabalhador (CAT) de Santa Bárbara d’Oeste (SP) tem 66 vagas disponíveis para esta segunda-feira (25). As funções com o maior número de vagas se concentram na área industrial, de transportes e confecções, e há oportunidades para todos os níveis de ensino.
Entre as atividades com mais vagas estão operador de rama (5), motorista rodoviário carreteiro (5), operador de máquina CNC (5) e costureira (o).
Casa do Trabalhador de Santa Bárbara d’Oeste
Prefeitura de Santa Bárbara d’Oeste/Divulgação
Além de Santa Bárbara d’Oeste, há vagas para as cidades de Americana, Elias Fausto, Limeira e Capivari.
Os interessados devem levar RG, CPF e Carteira de Trabalho na sede da CAT, de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 16h30. Ela está localizada no Desenvolve S.Bárbara, no VIC Center, na Avenida Santa Bárbara.
Mais informações podem ser obtidas pelo telefone (19) 3499-1015. A prefeitura alerta que as vagas podem ser encerradas sem aviso prévio.
Confira a relação de oportunidades:
Vagas para alfabetizado:
Costureira (o), Instalador de vidros temperados, Instalador/vidraceiro, Motorista Rodoviário carreteiro, Operador (a) de jigger, Operador (a) de rama, Técnico (a) de manutenção de Smartphone.
Vagas para ensino fundamental (1º grau):
Colorista, Enfestador, Manicure, Marceneiro, Operador e programador de centro de usinagem.
Vagas para ensino médio (2º grau):
Auxiliar administrativo/zelador, Ferramenteiro de moldes, Líder de açougue, Mecânico, Mecânico alinhador, Montador de cilindros, Operador de máquina CNC, Supervisor prevenção perdas.
Vagas que exigem cursos:
Corretor (a) de imóveis: curso de transações imobiliárias, Mecânico alinhador: curso de mecânica geral (veículos), Operador de máquinas: curso de operador de máquinas (linha amarela), Técnico de ar-condicionado: curso de NR35 e instalação de ar-condicionado, Tosador (a): curso de banho e tosa.
Vagas para graduação:
Chapeiro Gourmet, Estagiária (o) administrativo, Estagiário (a) de engenharia, Estagiário (a) de engenharia de produção, Estágio de programador de DELPHI, Farmacêutico (a).
Vagas para pessoas com deficiência (PCD):
Auxiliar administrativo, Eletricista, Encanador, Operador (a) de loja, Repositor (a), Repositor/ajudante de entrega.
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Quem é o queniano eleito o ‘melhor professor do mundo’

Peter Tabichi foi premiado como um "professor excepcional" dentro e fora da sala de aula

Peter Tabichi foi premiado como um “professor excepcional” dentro e fora da sala de aula
BBC NEWS BRASIL

Um professor de ciências da zona rural do Quênia, que doa a maior parte de seu salário para apoiar os alunos mais pobres, ganhou um prêmio de US$ 1 milhão (R$ 3,9 milhões) ao ser eleito o melhor professor do mundo.

Peter Tabichi, membro da ordem religiosa franciscana, ganhou o Global Teacher Prize de 2019, conferido pela Fundação Varkey, organização de caridade dedicada à melhoria da educação para crianças carentes.

Tabichi foi elogiado por suas realizações em uma escola sem infraestrutura, em meio a classes lotadas e poucos livros didáticos.

Ele quer que os alunos vejam “a ciência é o caminho certo” para ter sucesso no futuro.

O prêmio, anunciado em uma cerimônia em Dubai, reconhece o compromisso “excepcional” do professor com os alunos em uma parte remota do Vale do Rift, no Quênia.

Ele doa 80% de seu salário para apoiar os estudos dos seus alunos, na Escola Secundária Keriko Mixed Day, no vilarejo de Pwani. Se não fosse a ajuda do professor, as crianças não conseguiriam pagar por seus uniformes ou material escolar.

Melhorando a ciência

“Nem tudo é sobre dinheiro”, diz Tabichi, cujos alunos são quase todos de famílias bem pobres. Muitos são órfãos ou perderam um dos pais.

Seu objetivo é que os estudantes tenham grandes ambições, além de promover a ciência, não apenas no Quênia, mas em toda a África, diz.

 

Muitos alunos caminham mais de seis quilômetros para chegar a escola no Vale do Rift

Muitos alunos caminham mais de seis quilômetros para chegar a escola no Vale do Rift
BBC NEWS BRASIL

Ele venceu entre outros dez mil indicados de 179 países, entre eles a professora Debora Garofalo, que ensina matérias de tecnologia em uma área carente de São Paulo.

Mas Tabichi diz que enfrenta “desafios com as instalações precárias” de sua escola, inclusive com a falta de livros ou professores.

“A escola fica em uma área muito retoma. A maioria dos estudantes vêm de famílias muito pobres. Até pagar o café da manha é difícil. Eles não conseguem se concentrar, porque não se alimentaram o suficiente em casa”, contou em entrevista publicada no site do prêmio.

As classes deveriam a ter entre 35 e 40 alunos, mas ele acaba ensinando grupos de 70 ou 80 estudantes, o que, segundo o professor, deixa as salas superlotadas.

A falta de uma boa conexão de internet faz com que ele vá até um café para baixar os materiais necessários para suas aulas de ciências. E muitos dos seus alunos andam mais de 6km em estradas ruins para chegar à escola.

No entanto, Tabichi diz que está determinado a dar aos alunos uma chance de aprender sobre ciência e ampliar seus horizontes.

Seus estudantes foram bem sucedidos em competições científicas nacionais e internacionais, incluindo um prêmio da Sociedade Real de Química do Reino Unido.

Fora da sala de aula

Tabichi diz que parte do desafio tem sido persuadir a comunidade local a reconhecer o valor da educação, o que leva a visitar famílias cujos filhos correm o risco de abandonar a escola.

Ele tenta mudar a mentalidade de pais que esperam que suas filhas se casem cedo — encorajando-os a deixar as meninas continuarem seus estudos.

O professor também ensina técnicas de cultivo mais resistentes aos moradores dos arredores, já que a fome é uma realidade frequente na região.

“Insegurança alimentar é um grande problema, então ensinar novos jeitos de plantar é uma questão de vida ou morte”, disse em entrevista à Fundação Varkey.

Além do contato com as famílias, a atuação de Tabich se estende aos “clubes da paz” que ele organiza na escola, para representar e unir as sete tribos presentes ali. A violência tribal explodiu no Vale do Rift depois da eleição presidencial de 2007 e houve muitas mortes em Nakuru.

“Para ser um grande professor você tem que ser criativo e abraçar a tecnologia. Você realmente tem que abraçar essas formas modernas de ensino. Você tem que fazer mais e falar menos”, ele disse à fundação.

O prêmio

O prêmio conferido a ele busca elevar o status da profissão de docente. O vencedor do ano passado foi um professor de arte do norte de Londres, Andria Zafirakou.

O fundador da premiação, Sunny Varkey, diz esperar que a história de Tabichi “inspire os que procuram entrar na profissão e seja um poderoso holofote sobre o incrível trabalho que os professores fazem no Quênia e em todo o mundo, diariamente”.

“As milhares de indicações e inscrições que recebemos de todos os cantos do planeta são testemunho das conquistas dos professores e do enorme impacto que eles têm em as nossas vidas”, diz.