Taxa oficial de desmatamento é 27% maior do que apontava sistema de alertas do Inpe para 2019/2020

Prodes registrou 11.088 km² de desmatamento consolidado entre agosto de 2018 e julho de 2019. Já o Deter emitiu alertas para 9.205 km² no mesmo período. A taxa oficial de desmatamento na Amazônia Legal divulgada nesta segunda-feira (30) pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) é 27% maior do que os números já divulgados antes nos alertas de desmate.
A comparação leva em conta dois sistemas do Inpe: a taxa oficial se refere aos dados do Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal por Satélite (Prodes), que é divulgado uma vez por ano. Nesta segunda, o órgão divulgou que 11.088 km² foram desmatados entre agosto de 2019 e julho de 2020.
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Já o Sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real (Deter) havia emitido alertas para 9.205 km² registrados no mesmo período. O Deter é um sistema de atualização diária, cujo balanço que apontava a tendência de alta já era conhecido desde agosto.
Os dois sistemas têm propósitos e características distintas e o Prodes, historicamente, apresenta números maiores. A diferença no ano passado foi maior, chegando a 42%.
A diferença nesta temporada foi inferior à verificada na temporada anterior. De acordo com o Ministério da Ciência e Tecnologia, ao qual o Inpe é subordinado, o sistema passou por melhorias: houve redução do tempo de passagem do satélite de cinco para um dia para revisitar o mesmo lugar. “Nesse ano, o Inpe melhorou o Deter. Temos o Deter Intenso”, afirmou Marcos Pontes.
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Com atraso de pagamentos, professores da Unimep em Piracicaba fazem paralisação


Sindicato aponta atraso no pagamento de salários, 13º, férias e no depósito do FGTS para cerca de 500 profissionais. Além disso, acordo sobre dívidas de 2019 foi descumprido, diz o Sinpro. Unimep, em Piracicaba: demissões denunciadas ao MPT
Reprodução/Site da Unimep
Professores da Universidade Metodista de Piracicaba (Unimep) entraram em greve da categoria nesta segunda-feira (30), apontando atraso no pagamento de salários, 13º, férias e no depósito do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS).
A aprovação da paralisação ocorreu na noite de quinta-feira (26), após assembleia, de acordo com Conceição Fornasari, diretora do Sindicato dos Professores de Campinas e Região (Sinpro).
De acordo com ela, a pauta de reivindicações inclui a quitação das seguintes dívidas:
Um terço de férias, o 13º salário e o salário do mês de dezembro de 2019;
50% dos salários desde março, que desde então são pagos pela metade;
Pagamento de um acordo feito em relação às dívidas de 2019, que foram paralisados após pagamento de duas parcelas;
Depósito de parcelas do FGTS em atraso.
“A situação dos professores e professoras da Unimep está extremamente grave. Nós não queríamos greve. Aliás, nós esperamos muito para fazer essa greve, porque nesse momento, final de semestre, uma greve virtual, ou seja, só decretamos essa greve para que nós sejamos ouvidos”, afirmou Conceição.
Ainda conforme a representante do Sinpro, são cerca de 500 professores na situação citada e as aulas estão sendo realizadas em formato virtual atualmente. Segundo ela, está prevista uma reunião com o sindicato, proposta pelo IEP, para esta terça-feira (1º) para discutir a situação dos professores.
O Instituto Educacional Piracicabano, entidade mantenedora da Unimep, disse por nota que, atualmente, ocorre uma mudança na direção geral da Educação Metodista e “o início de uma transição que buscará conhecer a real situação financeira, sem criar novos passivos e distorções, bem como deliberar soluções para os desafios impostos neste novo cenário da Educação Superior”.
A instituição disse ainda que as atividades acadêmicas continuam sendo realizadas normalmente, sem nenhum prejuízo aos alunos da universidade.
Casos anteriores
Em dezembro de 2019, o Sinpro Campinas também informou que estavam em atraso os salários desde outubro e outros benefícios. Na ocasião, a entidade também relatou a demissão de uma série de professores. À época, o sindicato acionou a Justiça do Trabalho.
O Sindicato dos Auxiliares em Administração Escolar de Piracicaba (Saep) já havia comunicado sobre atraso nos salários dos funcionários da Unimep em fevereiro do ano passado. À época, a entidade também apontou falta de repasse de vale-refeição e vale-alimentação.
O atraso nos salários e no pagamento dos benefícios desrespeita o Termo de Ajuste de Conduta (TAC) assinado em março de 2018 pela entidade mantenedora da Unimep.
Em outubro do ano retrasado, o Ministério Público do Trabalho (MPT) já entrou com ação de execução para reivindicar o pagamento de R$ 650 mil por descumprimento do TAC.
Em abril de 2019, a Justiça incluiu a Associação da Igreja Metodista e as dez unidades regionais da entidade no polo passivo da ação.
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