Mais de 70% dos pais se recusariam a enviar filhos para escola ainda em julho e 40% só acredita no retorno em 2021, aponta levantamento


Desde março, as aulas presenciais estão suspensas em todo o país, e a maioria dos estados não tem previsão de reabertura das salas de aula. Pesquisa aponta que mais de 70% dos pais e responsáveis se recusariam a enviar filhos para escola. Para 40%, o retorno deverá ser em 2021
Divulgação
Um levantamento sobre a retomada das aulas presenciais em todo o Brasil aponta que, caso as escolas reabrissem em julho, 73,7% dos pais e responsáveis se recusariam a enviar filhos. Para 40%, o retorno deverá ser em 2021.
Além disso, 94% afirma que o mais importante para a reabertura das salas de aula é respeitar as normas sanitárias como distanciamento, higienização, uso de máscaras, entre outras medidas.
Os dados são da pesquisa “As escolas brasileiras no contexto do coronavírus”, feita a pedido da União pelas Escolas Particulares de Pequeno e Médio Porte, entre 22 e 29 de junho. Participaram 14.307 responsáveis por estudantes em 407 instituições de todo o país, desde a educação infantil até o ensino médio.
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Entre os pais e responsáveis que não enviaram os filhos para a escola em julho, 51,9% aponta como principal motivo a indefinição sobre medidas preventivas que devem ser tomadas para preservar a saúde e 21,8% diz que esperaria mais um pouco para saber como será este processo.
A maioria dos pais concorda que haverá alterações na rotina escolar. Para 78,9%, a volta às aulas presenciais deveria ser em dias alternados; 43,2% afirma que deveria ser com horário reduzido e 35,7% afirma preferir manter a carga horária.
Desde março, as aulas presenciais estão suspensas em todo o país, e a maioria dos estados não tem previsão de reabertura das salas de aula. No início de julho, o Ministério da Educação (MEC) divulgou um documento com diretrizes sobre a volta às aulas presenciais, mas sem estipular uma data.
Fora do Brasil, países adotaram medidas de distanciamento, uso de máscaras, instalação de pias para higienização das mãos e controle de temperatura.
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A Federação Nacional das Escolas Particulares (Fenep) cobra uma definição do poder público sobre o que é necessário para a volta às aulas presenciais, para que as escolas privadas possam se preparar, independentemente da rede pública.
Em SP, o governo do estado anunciou a reabertura das escolas públicas e particulares juntas, em setembro. Segundo o secretário da Educação, Rossieli Soares, a medida garantirá acesso igualitário ao ensino, sem privar alunos da rede pública do acesso à educação.
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Nick Cannon se desculpa por comentários antissemitas em entrevista


‘Quero assegurar aos meus amigos judeus, novos e antigos, que este é apenas o começo da minha educação’, afirmou o cantor e apresentador. Nick Cannon em imagem de dezembro de 2018, em Nova York
Amy Sussman/Invision/AP/Arquivo
Nick Cannon usou as redes sociais para se desculpar após ser criticado por fazer comentários antissemitas e discurso de ódio em uma entrevista para um podcast.
Na entrevista, Nick fez declarações como “você não pode ser antissemita quando somos o povo semita, quando somos as mesmas pessoas que eles querem ser. Nós somos os verdadeiros hebreus.”
Ao longo do podcast, ele também citou que “brancos são selvagens” e “agem com animais”. Após as declarações, Nick teve seu vínculo profissional com a ViacomCBS cortado. A empresa, em comunicado, informou que “condena categoricamente o fanatismo de qualquer tipo e todas as formas de anti-semitismo.”
Já a FOX informou que conversou com Cannon e confirmou que ele segue no comando do programa “Masked Singer”.
“Antes de tudo, eu quero estender minhas mais profundas e sinceras desculpas aos meus irmãs e irmãos judeus por minhas palavras ofensivas e polemicas que saíram de minha boca durante minha entrevista para Richard Griffin”, afirmou o artista de 39 anos em texto publicado em seu Instagram.
“Elas reforçaram os piores estereótipos sobre um povo magnífico e me sinto envergonhado pelo lugar desinformado e ingênuo de onde essas palavras vieram.”
Cannon informou que a entrevista, que fez parte do podcast “Cannon’s Class”, foi removida do ar e ainda expressou sua gratidão a “rabinos, líderes comunitários e instituições que me procuraram para me ajudar a me iluminar, em vez de me castigar”.
“Embora a experiência judaica tenha mais de 5.000 anos e haja ainda muito para eu aprender, tenho tido pelo menos uma pequena lição de história nos últimos dias”, declarou Cannon.
“Quero garantir aos meus amigos judeus, novos e antigos, que este é apenas o começo da minha educação – e que estou comprometido com conexões mais profundas, com o mais profundo aprendizado e estou fortalecendo o vínculo entre nossas duas culturas hoje e todos os dias daqui para frente.”
Nick Cannon se desculpa por comentários antissemitas em entrevista
Reprodução/Instagram

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