Fã-clubes de Luan Santana anunciam pausa em atividades: ‘Precisamos de um tempo para refletir’


‘Somos uma via de mão dupla, e no momento, um dos lados, está estático’, alegam oito grupos. Outros fãs saíram em defesa do artista. Assessoria informa que ausência de Luan nas redes é por causa de compromissos profissionais. Luan Santana se apresenta em festa de carnaval na cidade de São Paulo
Eduardo Martins/AgNews
Oito fã-clubes de Luan Santana se uniram e anunciaram uma pausa nas atividades.
Em um comunicado em conjunto, eles informaram: “Fizemos de tudo, demos todos os sinais com clareza de detalhes, temos nossa vida pessoal e profissional, e mesmo assim continuamos fazendo as tarefas daqui também, já que aceitamos esse compromisso.”
“Somos uma via de mão dupla, e no momento, um dos lados, está estático, impossibilitando que o outro continue trabalhando sozinho”.
No texto, eles reclamam da ausência do cantor nas redes sociais em um momento em que não estão podendo ter contato físico com o Luan por conta da pandemia.
“No momento em que não podemos ter nem um contato físico, que já nos era limitado antes, diante do número de vagas insuficientes para camarim, e caos em aeroportos e hotéis causados pela pressa nos atendimentos, não temos também a presença de quem era pra ser o nosso combustível diário através das redes sociais”, defende o grupo. (Confira comunicado na íntegra mais abaixo).
Eles usaram ainda um trecho da música “Boa Memória” do cantor – “Amar é saber sair de cena” – para definir o momento com um banner em suas páginas oficiais.
Procurada pelo G1, a assessoria de Luan Santana informou:
“Luan Santana está no México desde domingo à noite, quando chegou do aeroporto e foi direto para reunião com compositores e produtores locais. A sua ausência nas redes sociais é por conta do compromisso em questão, que tem como objetivo único mostrar mais um trabalho primoroso e à altura do carinho e reconhecimento do seu público.”
#estamoscomvocêluan
Nos comentários dos comunicados sobre o blackout, muitos fãs saíram em defesa do cantor, alegando que não era o momento certo para tal ação dos fã-clubes, usando a hashtag “estamos com você Luan”.
Isso porque Luan Santana e Jade Magalhães anunciaram, no início desta semana, o término do relacionamento de 12 anos.
“Eu concordo, mas não acho que seja o momento certo pra essa decisão. Luan precisa de apoio mais do que nunca com tudo isso que tá acontecendo na vida dele. Mas, a decisão é de vocês e já foi tomada, boa sorte”, escreveu uma fã.
“Gente. Isso pra mim está sendo incoerente, eu sei que isso que está acontecendo não está certo, mas tomar essa atitude agora…sabe…o Luan está precisando de apoio, ele acabou de terminar um relacionamento de 12 anos.. tanto ele quando a Jade estão com seu emocional abalado”, postou outra.
“Nunca se esqueça, seja lá o que aconteça, os seus fãs de verdade nunca irão te abandonar. Eu te amo eternamente”, comentou uma terceira, manifestando seu apoio ao cantor.
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Veja comunicado do grupo de fã-clubes na íntegra:
“Não é de hoje, nem de ontem. Vem de muito tempo. Quem realmente presta atenção nos fatos, provavelmente sabe do que estamos falando. Não foi uma ação específica, foi um conjunto de fatores que influenciaram nossa decisão. No momento em que não podemos ter nem um contato físico, que já nos era limitados antes, diante do número de vagas insuficientes para camarim, e caos em aeroportos e hotéis causados pela pressa nos atendimentos, não temos também a presença de quem era pra ser o nosso combustível diário através das redes sociais.
Não queremos que ele explane a vida como influenciadores fazem, mas, como pessoas que sempre estiveram aqui desde o início, acreditamos que merecemos participar um pouco dela fora de estúdio, fora de holofotes. Não queremos roteiro, nem ninguém dizendo o que ele deve fazer ou não, queremos espontaneidade, e isso vem faltando há muito tempo.
Fizemos de tudo, demos todos os sinais com clareza de detalhes, temos nossa vida pessoal e profissional, e mesmo assim continuamos fazendo as tarefas daqui também, já que aceitamos esse compromisso. Somos uma via de mão dupla, e no momento, um dos lados, está estático, impossibilitando que o outro continue trabalhando sozinho. Precisamos de um tempo para respirar e refletir, para tomarmos a decisão certa quanto a continuar ou não. Diante de tudo isso, decidimos, em conjunto, paralisar as nossas atividades. Pedimos desculpas a quem nos acompanha e sentimos muito, mas é algo que é necessário nesse momento.
Luan Daily, News Luan Santana, Planeta Santana, Projeto Luan Santana, Modéstia Santana, Vips Capixabas, Spies Santana, Tags Luan.”
Fã-clubes de Luan Santana anunciam paralisação nas atividades
Reprodução/Twitter
Luan Santana canta “Meteoro” no Planeta Atlântida 2020

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Livro explica as ramificações da ‘árvore’ da música brasileira em 23 textos de alcance sociológico


Capa do livro ‘Uma árvore da música brasileira’
Divulgação
Resenha de livro
Título: Uma árvore da música brasileira
Autores: Guga Stroeter e Elisa Mori (organização)
Editora: Edições Sesc
Cotação: * * * *
♪ Resultante da mistura da matriz negra africana com os sons indígenas, as harmonias europeias e a influência incisiva da cultura norte-americana, a música do Brasil reflexe essa miscigenação na diversidade rítmica, melódica e lírica dos sons que brotam em todos os cantos do país.
Editado pelo Sesc de São Paulo, o livro Uma árvore da música brasileira historia e explica as múltiplas ramificações dos sons produzidos em solo nacional a partir de 23 artigos apresentados com a organização do músico e produtor Guga Stroeter e da pesquisadora Elisa Mori.
Cada gênero da música do Brasil é apresentado sob a perspectiva de um artista ou pesquisador associado a esse gênero específico. Com diferentes alcances sociológicos e/ou musicais, os textos possuem valor oscilante, mas, no conjunto da obra, formam um todo interessante por fugir da abordagem acadêmica ao explicar cada estilo sob a ótica de quem faz parte da cadeia produtiva da música.
O texto do rapper paulistano Xis, por exemplo, sobressai no livro por mostrar como a cultura do hip hop molda a personalidade musical de jovens da periferia, permitindo ascensão social vinda após muita luta. O produtor e músico Alexandre Kassin também brilha ao expor com fluência a evolução da música eletrônica, mais antiga do que se supõe.
Se Paulo Catagna opta pelo didatismo formal ao discorrer (longamente) sobre a modinha e o lundu, gêneros seminais dos séculos XVIII e XIX, o ás do bandolim Izaias Bueno de Almeida explica o choro em texto breve, sucinto e certeiro. Compositor e escritor, o bamba Nei Lopes dá a habitual aula sobre o samba, montando bom painel evolutivo do gênero.
Já o baterista Luiz Franco Thomaz – o Netinho, músico do grupo Os Incríveis – peca por enfatizar mais a própria trajetória no texto em que contextualiza (mal) a explosão pop da Jovem Guarda de 1965 a 1967. Suzana Salles também parte da experiência pessoal – no caso, como jurada de festival de marchinhas – para escrever sobre o gênero carnavalesco sem a preocupação de oferecer precisa abordagem histórica da música de Carnaval.
Paulo Freire se destaca ao alinhar diferenças entre música caipira e sertaneja sem pré-conceitos, valorizando tanto os trabalhos dos pioneiros tradicionais quanto os artistas do sertanejo mais urbano, caso de Chitãozinho & Xororó, dupla exaltada por Freire.
A partir de entrevista com Oswaldinho do Acordeom, a historiadora Liliane Braga consegue fazer boa introdução ao universo do forró, termo que abarca diversos gêneros da música do nordeste do Brasil. Aliás, Liliane Braga é a única com dois textos no livro, apresentando também crônica afetuosa sobre Milton Nascimento e o Clube da Esquina. Já O pianista, compositor e arranjador Nelson Ayres discorre muito bem sobre a música instrumental, em texto tão fluente quanto elucidativo.
Se o compositor Caetano Zamma romanceia a gênese da bossa nova, o músico Marco Mattoli explica com propriedade o balanço do samba-rock, subgênero do samba. Júlio Medaglia fala com maestria sobre a Tropicália.
Mas nenhum artigo sintetiza tão bem a pluralidade dos sons nacionais como o (longo e excelente) texto do cantor e compositor Chico César sobre a música produzida no Brasil no fim do século XX. O artista mapeia a geografia ampla de uma música que se alimenta entre os gêneros e se renova constantemente pela própria natureza mestiça e gregária.
Em cena desde os anos 1990, o próprio artista paraibano é fruto dessa árvore frondosa enraizada no solo do Brasil e exposta nos textos que compõem livro indicado para quem se interessar em sair do próprio nicho para entender a pluralidade do som brasileiro.

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