Comerciantes tentam sobreviver com baixo movimento de vendas no entorno da Arena da Amazônia 4 anos após Copa


Mesmo com melhorias na infraestrutura da área e boom de até 80% nas vendas durante o evento, houve queda ao longo dos anos. Arena da Amazônia fica localizada em Manaus
Adneison Severiano/G1 AM
Comerciantes do entorno da Arena da Amazônia – estádio construído para o mundial da Copa de 2014 – convivem um cenário bem diferente do vivenciado há quatro anos. Mesmo com melhorias na infraestrutura da área e boom de até 80% nas vendas durante o evento, houve queda ao longo dos anos.
Comerciantes dizem que hoje sobrevivem do pouco movimento de público na localidade. A ausência de estacionamentos também é um ponto criticado por visitantes.
Arena da Amazônia fica localizada na Avenida Constantino Nery, Zona Centro-Oeste de Manaus
Patrick Marques/G1 AM
O estádio de Manaus fica localizado em uma das principais avenidas da cidade, a Constantino Nery, Zona Centro Oeste da capital. Atualmente, a área é um espaço multiúso, mais utilizado para eventos de entretenimento do que eventos esportivos.
Rua Loris Cordovil, próxima a Arena da Amazônia tem restaurantes e até oficinas mecânicas
Patrick Marques/G1 AM
A comerciante Dorisnete da Costa, de 50 anos, é dona de um restaurante próximo à Arena da Amazônia. Para ela, a situação comercial nas proximidades do estádio tem seus altos e baixos, quatro anos após a Copa.
Ela diz que o movimento de público tem apenas uma pequena melhora em dia de eventos. Quando não, os comerciantes tentam sobreviver com consumo de moradores da área.
“O público dos eventos em si não vem tanto. São mais pessoas que prestam serviços para os eventos, que costumam muito comer aqui. Por isso, não há uma melhora considerável como deveria ter. Ajuda mais do que os dias normais, mas deveria ser melhor”, disse a comerciante.
O empresário Rildo Chaves, de 36 anos, mora nas proximidades da Arena da Amazônia e tem um comércio no local há vários anos. Ele lembra que começou apenas com uma barraquinha de salgados, antes da reforma do então Estádio Vivaldo Lima para a Arena da Amazônia.
Chaves diz que a construção de um novo estádio não o favoreceu. “Antes, aqui funcionava um centro de treinamento do Departamento Estadual de Trânsito do Amazonas (Detran-AM). Tinha um ponto de táxi que funcionava também na área. Era bem melhor, pois era muito mais movimentado, até para o comércio era melhor. Depois, o movimento era mais durante a Copa e dias de jogos”, lembrou Chaves.
O empresário complementa que teve até que se adequar e buscar meios para atrair novos clientes. “Eu até tive que mudar de ramo. De um lanche que tinha, tive que transformar em um bar, porque as pessoas querem mais beber quando passam por aqui”, brincou Chaves.
Um centro comercial funciona na Avenida Pedro Teixeira, próximo a Arena da Amazônia
Patrick Marques/G1 AM
Segurança
Questionada sobre segurança, Dorsinete da Costa afirmou nunca ter presenciado ou ouvido falar de assaltos e crimes nos estabelecimentos da área. Mesmo assim, comerciantes da área costumam trabalhar apreensivos, já que crimes costumam ser mais corriqueiros em vias mais distantes das redondezas da Arena.
Entorno da Arena da Amazônia recebe grande quantidade de ônibus que circulam pela cidade
Patrick Marques/G1 AM
“Eu não tenho nada a reclamar em relação à segurança por aqui. Sempre passam viaturas, nunca vi assaltos, até então. Para a distribuidora aqui, não vemos esta área como muito perigosa”, disse o sócio de uma distribuidora, Rafael Holanda, de 25 anos.
Trânsito
Por estar em uma das avenidas mais movimentadas de Manaus, o entorno da Arena da Amazônia recebe uma grande quantidade de ônibus que circulam pela cidade. A Avenida Constantino Nery liga bairros até o Centro da capital.
Nos arredores do estádio, ainda é possível ver estabelecimentos como restaurantes, botecos, posto de gasolina e até oficinas mecânicas. Além da Avenida Constantino Nery à frente da Arena, do lado direito, fica o Centro de Convenções Vasco Vasques. À esquerda, o Ginásio Poliesportivo do Amazonas. Atrás, o Sambódromo de Manaus.
Embora o local tenha recebido melhorias estruturais, a população reclama da falta de estacionamentos.
“É muito complicado o trânsito aqui em dias de jogo. Ficam muitos carros sem ter onde estacionar, colocam os carros em vários lugares e atrapalham quem passa pelas ruas. Tanto na chegada quanto na saída de eventos por aqui, é um caos”, criticou Holanda.
Em dia de eventos, público estaciona carros no Ginásio Poliesportivo do Amazonas e em ruas adjacentes.
Patrick Marques/G1 AM
Arena da Amazônia
As obras de construção da Arena da Amazônia duraram quase quatro anos. A estrutura, construída para substituir o estádio Vivaldo Lima (Vivaldão) tem capacidade para 44.310 mil pessoas. A área total construída é de 83,5 mil m², com um investimento de R$ 669,5 milhões.
Toda a arquitetura do local foi idealizada para destacar as riquezas regionais. O formato de cesto de metal, que dá forma à cobertura do estádio, foi inspirado no artesanato indígena e as cores dos assentos simbolizam as frutas amazônicas. As peças da estrutura metálica da cobertura foram importadas de Portugal.
Outro destaque do projeto é o quesito sustentabilidade. A cobertura que poupará o público do calor servirá para aproveitamento da luz solar. O sistema de irrigação do gramado também será responsável pelo reaproveitamento da água da chuva.
A inauguração do estádio foi adiada duas vezes. Inicialmente, a entrega estava prevista para ocorrer em junho de 2013, mas foi transferida para dezembro do mesmo ano, e ficou para as vésperas do mundial. Ao longo da obra, três operários morreram no local. Os trabalhos de construção do estádio chegaram a ser interditados em áreas de altura devido a riscos à segurança dos operários.
Atrás da Arena da Amazônia fica o Sambódromo de Manaus.
Patrick Marques/G1 AM

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Cartório de Novo Horizonte registra primeiro caso de mudança de nome e sexo

Procedimento é autorizado no Estado de São Paulo para a mudança do registro de transgêneros e transexuais. O Cartório de Registro Civil de Novo Horizonte (SP) vai registrar o primeiro caso de mudança de nome e sexo da cidade, na manhã desta sexta-feira (8).
A autorização foi divulgada no Diário Oficial do dia 21 de maio, depois que a Corregedoria Geral da Justiça do Estado de São Paulo padronizou o procedimento em unidades do Estado para a mudança do registro de transgêneros e transexuais.
Podem realizar a alteração do registro civil pessoas maiores de 18 anos que expressem a vontade de forma livre.
O interessado pode solicitar a mudança em qualquer cartório do Estado, preenchendo pessoalmente o requerimento de alteração e apresentando RG, CPF, título de eleitor, comprovante de residência, certidões de casamento e nascimento dos filhos, se existir.
Além destes documentos, também devem ser apresentadas certidões dos distribuidores cíveis e criminais da Justiça Estadual e da Justiça Federal, e certidão de distribuição da Justiça do Trabalho, dos domicílios da parte requerente pelo período de 10 anos ou pelo período em que tiver completado a maioridade civil, se for inferior a 10 anos.
Feita a alteração na certidão de nascimento, o requerente deve providenciar a mudança do nome e gênero nos demais documentos. Uma nova alteração do nome e/ou sexo somente será possível via judicial.
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