Vereadores de Iacanga são investigados por gastar dinheiro público em ‘boate de luxo’


Segundo o MP, cinco parlamentares são citados por apresentar nota de despesa em comércio definido no inquérito como ‘destinado à prostituição’. Vereadores informaram que vão se manifestar assim que tomarem ciência dos fatos. Trecho do inquérito do MP descreve local onde vereadores fizeram gastos
Ministério Público/Divulgação
O Ministério Público (MP) instaurou um inquérito civil para investigar um suposto caso de improbidade administrativa cometida por parte de cinco vereadores de Iacanga (SP) durante uma viagem oficial a São Paulo.
O inquérito foi aberto com base em uma nota fiscal emitida por um estabelecimento que fica no bairro de Pinheiros, na capital. O local, na definição usada pelo MP no inquérito, “se destina à prostituição”.
Em junho, os vereadores Dorival Lupiano de Assis (PR), Rafael Geovani Delaporta Sedemark (Solidariedade) e Vagner Rodrigo Crepaldi (PTB) foram a São Paulo entre os dias 13 e 14 com o carro oficial da Câmara. A viagem incluía visita à Assembleia Legislativa do Estado.
Vereadores informaram que vão se manifestar assim que tomarem ciência dos fatos (confira abaixo).
Vereadores do Iacanga são investigados por gastos feitos em ‘boate de luxo’
O documento apresentado pelos parlamentares para o reembolso das despesas foi de R$ 370. Porém, com base em uma resolução interna da Câmara de Iacanga, a presidência da Casa exigiu mais detalhes dos gastos.
Para ser ressarcido, o vereador precisa colocar o CNPJ da Câmara, e por isso a mesma nota também apareceu no Portal da Transparência, que mostra os gastos públicos.
Ao checar o CNPJ da empresa, a presidente da Câmara, Mariene Alvares Boiani (PSB), chegou à conclusão de que o estabelecimento seria, na verdade, uma espécie de “boate de luxo”.
“Verificamos que o local se tratava de um comércio que não é muito apropriado para agentes políticos frequentar, principalmente sendo pagos com dinheiro público”, disse a parlamentar.
Para Mariene Alvares Boiani, presidente da Câmara, local onde foram feitos os gastos não é “adequado para receber agentes políticos pagos com dinheiro público”
TV TEM/Reprodução
A investigação sobre os gastos públicos envolvendo os vereadores de Iacanga seguiu e ganhou mais um capítulo. A presidência descobriu que em junho do ano passado a mesma “boate de luxo” tinha sido visitada por parlamentares da cidade.
Na época, os vereadores Vagner Crepaldi, Leonel Roma (PV) e Dorival Ferreira de Campos Filho (PSB) gastaram R$ 340. A nota com o pagamento também consta do Portal da Transparência.
A presidente da Câmara diz que chamou os colegas para pedir esclarecimentos e eles disseram que as despesas se referiam apenas a “refeição”. Mariene Alvares Boiani, então, acionou o MP para que investigasse o caso.
Câmara de iacanga retoma sessões no próximo dia 15 e não é descartada instalação de uma CEI
TV TEM/Reprodução
A Promotoria pediu à Assembleia Legislativa informações sobre as atividades dos vereadores de Iacanga durante o período em que eles estiveram na viagem oficial.
Segundo o MP, assim que as informações chegarem, os vereadores envolvidos serão chamados para prestar esclarecimentos no fórum da cidade.
A Câmara de Vereadores está em recesso e as sessões serão retomadas no próximo dia 15. Segundo a presidente, não está descartada a abertura de uma Comissão Especial de Inquérito (CEI) para investigar o caso.
Outro lado
Procurados pela reportagem, os vereadores Leonel Roma, Dorival Ferreira de Campos Filho e Dorival Lupiano de Assis disseram por telefone que ainda não foram notificados pelo Ministério Público e vão se manifestar assim que tomarem ciência dos fatos.
A reportagem não conseguiu contato com os vereadores Rafael Geovani Delaporta Sedemak e Vagner Rodrigo Crepaldi.
Imagem do site do estabelecimento localizado no bairro de Pinheiros, na capital, mostra o luxo de seu interior
Reprodução/Internet
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Detento em regime aberto morre após ter sido baleado em via pública de Macapá


Roberlan de Souza Rodrigues, de 43 anos, chegou a ser levado ao Hospital de Emergência, mas não resistiu ao ferimento. Crime ocorreu na sexta-feira (3), no bairro Santa Inês, próximo da orla. Homem chegou a ser levado ao Hospital de Emergência ainda com vida
Jorge Abreu/G1
Um homem identificado como Roberlan de Souza Rodrigues, de 43 anos, foi baleado quando caminhava pela Rua Novo Horizonte, no bairro Santa Inês, próximo da orla de Macapá. Ele chegou a ser levado ao Hospital de Emergência (HE), mas não resistiu ao ferimento e morreu.
O crime foi registrado na sexta-feira (3). Segundo o Centro Integrado de Operações de Defesa Social (Ciodes), a vítima cumpria pena por tráfico de drogas em regime aberto. Dois homens teriam saído de um carro e disparado contra Rodrigues.