Ibovespa comemora 50 anos


Homem passa em frente à painel de ações na Bovespa
REUTERS/Paulo Whitaker
Mesmo quem acompanha a fundo o noticiário econômico talvez desconheça como funciona o Ibovespa. O índice que mede o desempenho das ações mais negociadas da B3 (resultado da integração entre BM&FBOVESPA e Cetip) está completando cinco décadas. Mas como é calculado?
As inovações para medir a variação do mercado de ações no Brasil começaram a surgir no final dos anos 50. Buscava-se uma maneira de modernizar o mercado financeiro do país. Na Bolsa de Valores do Rio de Janeiro, então a principal brasileira, no fim do pregão, registrava-se a variação de cada ação. Mas os investidores tinham a necessidade da referência do mercado como um todo.
A mudança para um indicador geral veio com o Índice Bolsa de Valores (IBV), metodologia criada pelo economista Mário Henrique Simonsen, que passou a ser divulgada em 1967. Juntava as ações mais negociadas do mercado numa carteira que variava como se também fosse uma ação.
O Ibovespa, lançado em janeiro de 1968, incorporou o mesmo método. A primeira carteira abrangia 18 empresas, porém na segunda, em setembro do mesmo 1968, já eram 27. Hoje são 66. Estas ações em conjunto representam 80% da movimentação da bolsa nos 12 meses anteriores.
Vale (do Rio Doce na época) e AmBev (que entrou no índice como Antarctica) são as únicas remanescentes da lista original, ou seja, nunca deixaram de fazer parte do índice. Além das duas companhias, Banco do Brasil, Bradesco, Itaú e Petrobrás são as empresas que fazem parte do índice por muito tempo.
Se hoje há os home brokers, com os quais investidores operam de casa, os pregões de 50 anos atrás eram bem diferentes. Eram realizados em um balcão redondo, chamado corbeille, em torno do qual os operadores, reunidos, compravam ou vendiam ações aos gritos conforme os nomes das empresas eram lidos em ordem alfabética. O público lotava as galerias para ver as operações.
Não havia, lógico, pregão eletrônico, os preços eram escritos na lousa pelos funcionários. Os comprovantes das negociações subiam para a Divisão Técnica anotados em um papel, preso por um pregador de roupas a um barbante.
Para divulgar o pregão do dia, primeiro era preciso calcular e recalcular até que diferentes tentativas chegassem aos mesmos resultados. Era um trabalho demorado, feito com calculadoras mecânicas, primeiro, e eletrônicas, depois – hoje plataformas atualizam os números em tempo real.
A metodologia funcionou quase sem ajustes de 1968 a 2014, quando sofreu a primeira alteração importante – motivada pela quase falência da petroleira OGX. Desde então, o Ibovespa incorporou, além do valor negociado, o valor de mercado da empresa. O índice reflete hoje os movimentos das empresas mais representativas da bolsa, não só as mais negociadas.
Além disso, cada quatro meses é reavaliada a participação de cada empresa no índice, assim como a saída ou entrada de novos papéis.
Em um país onde as boas ideias econômicas muitas vezes não costumam durar, o Ibovespa demonstra resiliência. Como aponta o mapa, o índice é usado em vários países como referência para produtos financeiros além de ajudar a todos que queiram investir em ações a saber o que se passa no mercado.
Selo Samy Dana
Ilustração: G1

Eleitores têm até 27 de setembro para solicitar segunda via do título na cidade onde vota; saiba como


Após essa data, não será possível requerer a segunda via antes do pleito de 2018; cidadãos que estão em dia com a Justiça também podem pedir a versão digital do título. Segunda via do título de eleitor pode ser solicitada até o dia 27 de setembro
Ana Clara Marinho/TV Globo
Quem estiver no domicílio eleitoral e perdeu o título de eleitor tem até o dia 27 de setembro, 10 dias antes da eleição, para solicitar a segunda via do documento em qualquer cartório eleitoral. O prazo é válido para todo o país.
Após essa data, não será possível requerer a segunda via antes do pleito de 2018. Para os eleitores que estão fora do domicílio eleitoral, o prazo foi até o dia 8 de agosto, ou 60 dias antes do pleito 2018, respeitando o Código Eleitoral, art. 53.
Para tirar a segunda via do título, é necessário levar um documento de identificação original como RG; Certidão de Nascimento, se solteiro, ou de Casamento; Carteira de Trabalho e Previdência Social; Carteira emitida pelos órgãos criados por lei federal, controladores do exercício profissional (OAB, CRM, CREA etc); ou Carteira Nacional de Habilitação.
Não será aceito o passaporte, por não conter dados de filiação. Além disso, os documentos devem estar em bom estado e dentro do prazo de validade.
Para a emissão da segunda via do título eleitoral, o eleitor deve estar quite com a Justiça Eleitoral. A consulta à situação eleitoral pode ser feita por meio do nome do eleitor ou do número do título eleitoral no site do TRE-BA.
Além da quitação eleitoral, o interessado não poderá possuir condenação criminal cuja pena não tenha sido integralmente cumprida, ter sido declarado interditado por sentença judicial definitiva, possuir condenação por improbidade administrativa cuja pena de suspensão de direitos políticos não tenha sido cumprida; estar cumprindo ou não ter prestado o serviço militar obrigatório, ter pendência no cadastro eleitoral referente a não apresentação de prestação de contas de campanha eleitoral, e inabilitação.
E-título
Os eleitores que estão em dia com a Justiça Eleitoral e desejam uma segunda via do título podem ainda optar pela versão digital, por meio do e-Título, que pode ser apresentando na hora do voto em substituição ao documento tradicional.
O aplicativo está disponível para iPhone (iOS), smartphones (Android) e tablets. Além da versão digital do título eleitoral, é possível acessar informações como dados da zona eleitoral do usuário e a situação cadastral do eleitor em tempo real.
Após baixá-lo, basta que o eleitor insira seus dados pessoais. Para os eleitores já cadastrados biometricamente, o documento exibirá ainda foto.