Casos de chikungunya caem 23% no Brasil em relação a 2018, mas aumentam no Rio de Janeiro


Dados parciais do Ministério da Saúde mostram que o Rio registrou 25.459 casos até o momento, um salto de 26,7% ante o ano passado. Aedes aegypti
Fiocruz/Divulgação
Embora o número de casos de chikungunya no Brasil esteja quase 23% abaixo do mesmo momento do ano passado, a doença atingiu mais pessoas em alguns estados brasileiros, como o Rio de Janeiro. (Veja tabela abaixo.)
A espécie invasora mais famosa do Brasil: o Aedes aegypti
Dados parciais do Ministério da Saúde até a Semana Epidemiológica 19, que terminou em 13 de maio, mostram a presença da chikungunya com base em casos prováveis, isto é, todos os casos notificados menos os descartados.
No Rio de Janeiro, estado disparado com maior número de casos no país, houve aumento de 26,7% em relação ao mesmo período do ano passado.
O Rio registrou 25.459 casos até o momento, ante 20.086 casos no ano passado. Trata-se um aumento de 26,7% no número de casos.
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Já o Pará, segundo estado no número de casos, observou queda de 18,8% em comparação com a semana equivalente de 2018. Foram 2.729 casos até aqui, ante 3.360 no ano passado. Minas Gerais viu uma redução ainda maior nos casos de chikungunya: de 9.625 no ano passado para 1.764 neste ano, ou queda de 81,7%.
Em São Paulo, o aumento foi de 550,2%, de 249 para 707 casos.
Em 2019, até a Semana 19, foram confirmadas 8 mortes em todo o país por causa da chikungunya (1 na Bahia, 6 no Rio de Janeiro e 1 no Distrito Federal). Há mais 39 mortes em investigação, sendo a maior parte, 16 delas, no estado de Pernambuco.
A chikungunya é uma das doenças causadas pelo mosquito Aedes aegypti, assim como a dengue e a zika.
Casos prováveis de chikungunya no Brasil