Cantora lírica Glória Queiróz morre no Rio aos 89 anos

Mezzo soprano era conhecida pela versatilidade e foi um dos principais nomes da ópera no país. Morreu aos 89 anos neste sábado (9), no Rio, a cantora lírica Glória Queiróz. A mezzo soprano se recuperava de problemas no intestino em um hospital da Tijuca, na Zona Norte..
Glória, que começou a carreira no início dos anos 50, é considerada o último nome de uma geração de estrelas de óperas que se apresentaram no Theatro Municipal do Rio entre os anos 40 e 70. Ela também participou de montagens bem sucedidas em São Paulo, além de outros estados brasileiros e também obras em outros países, como o Chile.
Presidente do Sindicato dos Funcionários do Theatro Municipal, Pedro Olivero, foi aluno e trabalhou com Glória. Ele lembra que uma das principais características da mezzo soprano era a versatilidade. “Ela se destacava tanto nos papéis dramáticos como nos de coloratura”, explicou.
Olivero lembra ainda que Glória foi uma das cantoras que mais cantou obras de Francisco Mignone, que fez inclusive composições especiais para ela e a que mais cantou com o barítono Paulo Fontes, outro grande nome da história do Theatro Municipal do Rio.
Nos últimos anos, a cantora vinha dando aulas para cantores líricos e populares.
Glória será velada nesta sábado no Cemitério São Francisco Xavier, na Zona Norte do Rio, com a presença apenas do filho, devido a pandemia do novo coronavírus.