Campinas limita patinetes em áreas de circulação de pedestres; Emdec estuda uso do capacete


Empresa que gerencia o tráfego na cidade prepara decreto, que será baseado na Política Nacional de Mobilidade Urbana e no CTB. Velocidade máxima em calçadas será de 6 km por hora. Nas ciclovias e ciclofaixas a velocidade poderá chegar a 20 km/h. Especialistas apontam para riscos de patinetes elétricos
Ainda sem uma regulamentação para o uso dos patinetes elétricos em Campinas (SP), a empresa de gerenciamento de tráfego vai se basear na Política Nacional de Mobilidade Urbana e no Código de Trânsito Brasileiro (CTB) para publicar um decreto sobre utilização dos equipamentos.
Em uma prévia desta regulamentação, a Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (Emdec), informou à EPTV, afiliada da TV Globo, que o uso deve seguir restrições previstas no Código de Trânsito Brasileiro, como a utilização permitida em áreas de circulação de pedestres, ciclovias e ciclofaixas. A velocidade máxima será de 6 km/h em áreas de circulação de pedestres (calçadas) e de 20 km/h em ciclovias e ciclofaixas.
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Os equipamentos ainda deverão ter indicador de velocidade, campainha e sinalização noturna dianteira, traseira e lateral.
Sobre o uso obrigatório de capacetes, a Emdec ainda não definiu o que fará. O decreto será finalizado nos próximos dias, mas uma data não foi informada.
Usuário em patinete elétrico em área de lazer em Campinas
Reprodução/EPTV
Cuidados ao usar
A podóloga Natiele Gomes usa patinetes em Campinas para se locomover, já que mora em uma região da cidade com vários serviços e comércios.
“A minha intenção é essa, colocar o patinete na minha rotina por morar perto de várias coisas e o trânsito ser ruim. Facilita muito”, aponta ela.
Mas, andar de patinete elétrico é perigoso? Para especialistas ouvidos pela EPTV, são necessários cuidados ao utilizar o equipamento pelo fato de ele ser motorizado.
Para o professor de engenharia da Unicamp Creso de Franco Peixoto, é preciso lembrar que o equipamento é leve. Desta forma, o ponto de equilíbrio fica na altura do umbigo do usuário, diferente de um motociclista, por exemplo.
“O umbigo tá muito mais alto do solo que, por exemplo, do motor de uma motocicleta, que é mais baixo. Quanto mais alto o ponto de equilíbrio, maior é o risco de um movimento lateral e ganhar o solo”, afirma o engenheiro.
Para se ter uma ideia, se um ciclista de 75 quilos sofrer um acidente ao pedalar em uma bicicleta de dez quilos e a 15 km/h, a queda será de cerca de um metro.
Agora, se o mesmo ciclista tivesse um acidente em um patinete de 12 quilos ,e a 25 km/h, a queda será de cerca de dois metros e meio.Um impacto nestas proporções pode causar ferimentos graves.
O ortopedista José Luís Amim Zabem aponta que um acidente com patinete nestas condições causaria danos nas pernas. Se a queda for de lado, o risco seria igual à de uma bicicleta, de machucar o ombro e a cabeça.
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