Cães podem sentir cheiro de ataques epiléticos, segundo estudo

Cães treinados identificaram odor de crise epilética entre outras amostras de suor

Cães treinados identificaram odor de crise epilética entre outras amostras de suor
Pixabay

Um estudo publicado recentemente na revista Scientific Reports afirma que cães treinados para sentirem odores de doenças, como o câncer e o diabetes, também são capazes de sentir o cheiro de crises epiléticas. A descoberta gerou animação no campo de pesquisa, que se torna mais amplo para a investigação de marcadores de odores convulsivos.

A pesquisa, feita por pesquisadores na Universidade de Rennes, na França, foi realizada com cinco cachorros, sendo três fêmeas e dois machos, devidamente treinados para identificar odores corporais de diferentes problemas de saúde, parando próximos às amostras com o odor comportamental. Esses cães foram, então, submetidos a sete amostras de suor de cinco pacientes com tipos de crises epiléticas diferentes.

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Entre as amostras de odores coletados pelos pacientes estavam uma com o suor durante uma crise epilética, duas amostras de suor durante uma prática esportiva e quatro amostras de suor colhidas durante atividades calmas aleatórias da rotina do paciente.

Os testes foram feitos submetendo os cachorros a cinco tentativas na identificação do odor comportamental entre as amostras de um único paciente (A), tendo duração de cinco minutos cada, com um intervalo de dois minutos entre cada tentativa para reorganizar as amostras. Depois de duas horas, os cachorros foram apresentados a outros quatro conjuntos de amostras de suor dos outros quatro pacientes (B, C, D e E), totalizando nove tentativas para cada cachorro.

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Como resultado, os cientistas perceberam que os cães obtiveram sucesso em todas as tentativas, identificando corretamente o odor de quando os pacientes estavam em crises convulsivas.

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De acordo com o estudo, a descoberta mostra que as convulsões teriam um odor específico, independentemente do paciente ou da causa da convulsão, abrindo a possibilidade de que as crises epiléticas possam ser previstas a partir do olfato.

*Estagiária do R7 sob supervisão de Deborah Giannini

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