Bradesco corta estimativa para avanço do PIB em 2019 de 1,1% para 0,8%


Segundo o banco, ‘evolução mais contida da atividade indica que a ociosidade da economia está e será maior’. O Bradesco revisou nesta sexta-feira sua estimativa para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2019 de 1,1% para 0,8%. A projeção para 2020 foi mantida em 2,2%.
“A projeção para 2019 pode ser alterada em função de eventuais estímulos específicos ao consumo, como liberação de recursos do FGTS e PIS/Pasep, além de surpresas com o próprio calendário de tramitação da reforma da Previdência”, alerta a instituição financeira, em relatório.
Em função da redução das expectativas para a economia, a projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2019 foi reduzida de 4,0% para 3,8%. Para 2020, a estimativa para a inflação passou de 3,9% para 3,8%.
“A evolução mais contida da atividade indica que a ociosidade da economia está e será maior, olhando adiante, e o ritmo de crescimento não será suficiente para gerar pressões inflacionárias por um período mais prolongado”, escrevem os economistas.
Por que o Brasil não cresce?
O Bradesco espera redução da taxa Selic para 5,75% até o final deste ano. “É justamente isso o que ajuda a produzir uma aceleração do PIB e da inflação em 2019 e 2020”, comentam os economistas. Sem o estímulo monetário, o Bradesco calcula que a inflação encerraria 2020 em 3,5%, ou 0,5 ponto percentual abaixo da meta de 4%.
De acordo com a última pesquisa Focus do Banco Central, divulgada na segunda-feira (3), o mercado reduziu a projeção de alta do PIB em 2019 de 1,23% para 1,13%. Foi a 14ª queda consecutiva do indicador. Para a produção industrial, a previsão ainda é de um resultado um pouco melhor do que o PIB geral, de alta de 1,49% no ano.
VALE ESTE Variação trimestral do PIB desde 2016 até o 1º tri deste ano
Juliane Souza/G1