Boeing deve rever alterações do sistema MCAS nos 737 MAX antes de nova análise de autoridades dos EUA


Órgão da aviação norte-americana não vai aprovar o programa enquanto não houver novos resultados satisfatórios com a atualização que for apresentada. Boeing 737 MAX da Southwest
Mike Blake/Reuters
A Boeing terá de rever as modificações feitas no MCAS, o sistema de estabilização envolvido na queda de uma aeronave 737 MAX em outubro, informaram nesta segunda-feira (1º) autoridades de aviação dos Estados Unidos.
A Administração Federal de Aviação (FAA, na sigla em inglês) não vai aprovar o programa enquanto não houver novos resultados satisfatórios com a atualização que for apresentada, segundo comunicado do órgão.
Initial plugin text
A decisão representa um golpe para a Boeing, que anunciou em 27 de março que havia concluído as modificações do MCAS. Na ocasião, a empresa disse que estava disposta a trabalhar com os reguladores para obter a autorização para colocar aviões 737 MAX de volta no ar, após dois acidentes em menos de cinco meses com este modelo.
De acordo com documentos disponíveis no site da FAA, o 737 MAX foi certificado como uma variante do 737 NG, a série antecessora. Portanto, o modelo mais recente não foi totalmente inspecionado, uma vez que o regulador não considerou necessário rever alguns novos sistemas, incluindo o MCAS.
O que é o MCAS? Saiba aqui
Mais de 300 pessoas morreram nas quedas de aeronaves 737 MAX 8 na Indonésia, em outubro, e na Etiópia, em março. Após o segundo acidente, a FAA proibiu voos desse modelo.
Autoridades dos EUA prometem inspeção rigorosa
Após acidentes, Boeing atualiza manual e software do 737 Max
Reprodução/JN
Em nota, a FAA garantiu que vai avaliar com critério o resultado da atualização do MCAS.
“Quando receber [a atualização], a FAA vai iniciar uma inspeção rigorosa com a segurança como prioridade”, acrescentou o órgão.
A Boeing, em seguida, afirmou que está cumprindo com as exigências dos órgãos norte-americanos de regulação. A empresa ainda prometeu enviar em breve a atualização do modelo.
Logo da Boeing na bolsa de Nova York (NYSE)
Richard Drew/AP
“Trabalhamos para demonstrar que identificamos e atendemos adequadamente todos os requisitos de certificação, que serão enviados para a revisão da FAA assim que forem concluídos, nas próximas semanas”, disse um porta-voz da Boeing nesta segunda-feira.
“A segurança é a nossa maior prioridade e vamos adotar uma abordagem metódica e completa para o desenvolvimento e teste da atualização, para nos certificarmos de que teremos tempo para fazê-lo bem”, acrescentou a empresa.