BCE adia aumento de juros e oferece novos empréstimos a bancos


Crescimento do bloco se enfraqueceu rapidamente, levando a temores de contração econômica. Placa em frente ao Banco Central Europeu, em Frankfurt, na Alemanha
Kai Pfaffenbach/Reuters
O Banco Central Europeu (BCE) jogou para o próximo ano o momento de sua primeira alta de juros pós-crise, e ofereceu aos bancos novas rodadas de empréstimo.
Em meio à guerra comercial global e incertezas sobre o Brexit, o crescimento do bloco monetário enfraqueceu rapidamente, levantando temores de que possa virar uma contração se os bancos começarem a reduzir a oferta de novos empréstimos.
Em resposta, o BCE disse, nesta quinta-feira (7), que as taxas de juros permanecerão nas mínimas recordes ao menos até o final deste ano.
“O Conselho espera agora que os juros do BCE permaneçam nos níveis atuais ao menos até o fim de 2019, e de qualquer forma por quanto tempo for necessário”, disse o BCE em comunicado.
Além disso, lançou uma nova Operação de Refinanciamento de Longo Prazo Direcionada (TLTRO, na sigla em inglês), com o objetivo em parte de ajudar os bancos com 720 bilhões de euros em empréstimos existentes do BCE e evitar um aperto de crédito que poderia exacerbar a atual desaceleração econômica.
“Uma nova série de operações trimestrais de longo prazo direcionadas (TLTRO-III) será lançada, começando em setembro de 2019 e terminando em março de 2021, cada uma com vencimento de dois anos”, disse o BCE.
Com a decisão desta quinta-feira, a taxa de depósito do BCE, atualmente sua principal ferramenta de juros, permanece em -0,4%. A taxa de refinanciamento, que determina o custo do crédito na economia, fica em zero e a taxa de empréstimo permanece em 0,25%.