Baterista Alfredo Dias Gomes expia a saudade do falecido irmão Marcos na levada jazzística do álbum ‘Metrópole’


♪ Em 1952, uma tragédia abalou a harmonia familiar do casal de novelistas Dias Gomes (1922 – 1999) e Janete Clair (1925 – 1983). Marcos, filho recém-nascido do casal, morreu devido à doença gerada pela incompatibilidade sanguínea dos pais.
Quase 70 anos após a perda, outro filho do casal, o baterista e compositor carioca Alfredo Dias Gomes, celebra a memória do irmão na balada Saudade. A composição integra o repertório inteiramente autoral do álbum de acento jazzístico, Metrópole, disco instrumental que Alfredo lança na sexta-feira, 7 de maio, com capa criada pela designer Leila Sarmento.
Em carreira solo desde 1993, o artista tem mantido desde 2015 a média de um álbum por ano. Sucessor de Jazz standards (2020) na discografia do músico, Metrópole é disco gravado no estúdio do próprio Alfredo com o engenheiro de som Thiago Kropf e masterizado em Londres, no Abbey Road Studios, pelo engenheiro de som Andy Walter.
No álbum, em que músico também toca teclados além da bateria, o artista apresenta melodias com sotaques brasileiro (caso de Resedá, homenagem à rua onde Alfredo nasceu na cidade do Rio de Janeiro) e espanhol (caso de Andaluz), apresentadas em gravações feitas com a liberdade do jazz, tônica de disco em que o instrumentista transita pela fusion em temas como Cidade da meia-noite e Grand prix.
Em faixas como a composição-título Metrópole, o álbum tem os toques dos músicos Jessé Sadoc (trompete e flugelhorn) e Widor Santiago (saxofone). O baixista Jefferson Lescowich também participa do disco.
Capa do álbum ‘Metrópole’, de Alfredo Dias Gomes
Leila Sarmento