Bandidos precisam ser tratados como bandidos

Kátia Sastre rende o bandido na porta da escola

Kátia Sastre rende o bandido na porta da escola
Reprodução

Só a ideologia cega de uma parte da imprensa e dos “istas” consultados explica o fato de ainda estarmos discutindo se a mãe PM que matou um bandido no sábado passado, em Suzano, agiu corretamente.

Para essa gente, parece que, ao contrário da imbecilidade do “bandido bom, é bandido morto”, vale o igualmente estúpido “policial bom, é policial morto”.

A Polícia Militar não está acima do bem e do mal, mas discutir a taxa de letalidade da corporação é tentar culpar a policial por uma ação exemplar.  

A cabo Kátia Sastre, de 42 anos, deveria ser saudada pela sua presteza e competência ao evitar que crianças tivessem a vida interrompida pelas mãos de um fascínora, que, segundo apurou a repórter da RecordTV Marcela Varasquim, é considerado o responsável pelo assassinato e queima do corpo do aposentado Renato Brígido, de 58 anos, em 2017.

Em vez disso, é questionada por que matou o pobre rapaz.  

Ora, queriam o quê?

Que pedisse educadamente para o criminoso baixar a arma? Isso só acontece em filme americano. No Brasil, a vida é bruta. Sabemos que se tivesse sua identidade revelada, a mulher seria fuzilada, sem dó nem pena. E sua morte mereceria muito menos espaço do dedicado a sua bravura.

Sejamos francos, quem sai para uma “correria” não vai a um piquenique familiar. Alguém que aponta uma arma para uma mulher indefesa, ao lado da filha pequena, está ali para mostrar o que de pior o ser humano é capaz. 

Foi o que aconteceu, ontem, na Ilha do Governador, no Rio de Janeiro.

Uma jovem de 17 anos levou um tiro na cabeça só porque não conseguiu desbloquear o celular para dois assaltantes. Sua namorada disse que “amor” foi a última palavra dita por Soraia Macedo de Lemos. 

“Amor” é tudo que a bandidagem não tem.

Powered by WPeMatico