Bandas Pavilhão 9 e BaianaSystem põem as máscaras juntas na batida de ‘Lockdown’


Single apresenta a primeira gravação do grupo paulistano de rap com o baticum do trio de Salvador. ♪ Uma banda, Pavilhão 9, é da cidade de São Paulo (SP) e versa com contundência sobre questões sociais em batida que mistura o peso do rock com a virulência do rap mais politizado. Outra banda, BaianaSystem, é da cidade de Salvador (BA) e também tem discurso engajado, feito sobre baticum eletrônico que incorpora sons do universo musical afro-brasileiro.
Ambas as bandas são simbolizadas por máscaras. E até por isso resulta emblemática – e simbólica, com perdão do trocadilho – a união do Pavilhão 9 com a BaianaSystem no single Lockdown – Cidade perdida, programado para ser lançado na sexta-feira, 13 de novembro.
Com áudio que embute áudios sobre o uso obrigatório de máscaras, a gravação – feita com produção musical de Daniel Krotoszynski e mixada e masterizada por Rodrigo Sanches – tem peso vindo tanto do toque da guitarra de Rafael Bombeck quanto da força do discurso escrito por Rhossi e ouvido no canto do vocalista da banda Pavilhão 9.
Capa do single ‘Lockdown – Cidade perdida’, de Pavilhão 9 e BaianaSystem
Filipe Cartaxo
Em Lockdown – Cidade perdida, o assunto é a pandemia do covid-19, tratada juntamente com assuntos como racismo e violência policial, recorrentes nos repertórios do Pavilhão 9 e da BaianaSystem. Versos como “De quarentena em casa se protegendo de vírus / Vamos zelar pelas vidas desviando de tiros” exemplificam a politização do single que se diferencia de tantas outras gravações do Pavilhão 9 pela brasilidade da BaianaSystem.
Lockdown – Cidade perdida tem o toque da guitarra baiana de Roberto Barreto e o suingue do berimbau percutido pelo mestre de capoeira Sapoti. Os vocais de Russo Passapusso, aliados às batidas de hip hop criadas por SekoBass, potencializam o peso da gravação de música, cujo refrão martela os versos “Fya, Babylon, go down / Cidade perdida, Babylon, go down”.
Responsável pela arte visual da BaianaSystem, Filipe Cartaxo foi incumbido de aproximar os símbolos gráficos das bandas ao fundir as máscaras dos dois grupos em imagem – exposta na capa do single Lockdown – Cidade perdida – que condensa as estéticas do Pavilhão 9 e da BaianaSystem.