Banco Central eleva para 7,2% estimativa de alta do crédito bancário em 2019

Projeção anterior da instituição era de que o saldo dos empréstimos bancários avançasse 6% neste ano. Em 2018, crescimento foi de 5,5%. O Banco Central elevou de 6% para 7,2% sua previsão de crescimento do crédito bancário neste ano. A informação consta no relatório de inflação, documento divulgado nesta quinta-feira (28).
Em 2018, após dois anos de queda, o crédito bancário voltou a crescer. O volume total (estoque) atingiu R$ 3,26 trilhões, alta de 5,5%.
De acordo com a instituição, a projeção de alta do crédito bancário para 2019 tem por base o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), estimado em 2% para este ano, em um “ambiente com inflação baixa e estável” e na manutenção das taxas de juros em patamares baixos.
Também considera a “continuidade da evolução benigna da inadimplência; e no nível historicamente reduzido do comprometimento de renda das famílias com dívidas contraídas no sistema financeiro nacional”.
Para o crédito livre (sem contar habitacional, BNDES e rural), o BC projetou uma expansão de 12,5% neste ano, com aumentos de 13% e de 12%, respectivamente, para os saldos de empréstimos a pessoas físicas e jurídicas.
“Deve-se destacar, no âmbito dos empréstimos às famílias, as expansões dos saldos nas modalidades de financiamento de veículos e de cartões de crédito. Relativamente às empresas, o financiamento bancário tende a seguir impulsionado pelos descontos de recebíveis e pela recuperação do capital de giro”, acrescentou.
Para o chamado “crédito direcionado” (BNDES, rural e habitacional), a expectativa do BC é de continuidade de dinâmicas distintas para pessoas físicas e jurídicas. “Projeta-se crescimento de 0,8% em 2019 para o estoque total de crédito direcionado, com variações de 6,0% e -6,0% para pessoas físicas e jurídicas, respectivamente”.
Para o crédito direcionado para as pessoas físicas, a instituição destacou a “aceleração projetada do financiamento imobiliário”. “No que concerne ao crédito às empresas, espera-se um arrefecimento no ritmo de redução do estoque de crédito do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES.)”, concluiu.