Bactérias programadas podem matar tumores, diz estudo

Bactérias alteradas liberaram nano-organismos que levaram camundongos à cura

Bactérias alteradas liberaram nano-organismos que levaram camundongos à cura
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Bactérias programadas em laboratório podem destruir tumores em camundongos, segundo um estudo realizado por pesquisadores da Universidade de Columbia, em Nova York, nos Estados Unidos. A pesquisa foi publicada nesta quarta-feira (3) na revista britânica Nature Medicine.

De acordo com o estudo, os pesquisadores programaram a bactéria não patogênica Escherichia coli para liberar um nano-organismo (CD47nb) antagonista à proteína CD47, encontrada em alguns tipos de câncer, ou seja, uma bactéria que não causa doenças solta um corpo menor que um micro-organismo que ajuda a combater a proteína encontrada em alguns tumores.

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Os pesquisadores observaram que os nano-organismos CD47nb colonizaram o tumor e estimulararam a regressão da célula cancerígena, preveniram a metástase — disseminação do câncer no corpo — e, à longo prazo, levaram à sobrevivência dos camundongos.

Outra constatação feita no estudo foi a de que a injeção local dos nano-organismos CD47nb nos tumores estimulou a resposta imunológica de antígenos — moléculas que estimulam a ação de defesa do corpo —, levando à redução do crescimento tumoral.

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Para os pesquisadores, o avanço proporcionado pela descoberta pode originar novos tratamentos para o câncer, como uma imunoterapia à base de bactérias modificadas.

*Estagiária do R7 sob supervisão de Deborah Giannini

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