Avianca Brasil paga taxas aeroportuárias e opera normalmente em Guarulhos

Empresa opera 58 voos diários a partir de Guarulhos. Com dívidas, Avianca tem operação ameaçada em Fortaleza
A Avianca Brasil efetuou o pagamento das taxas aeroportuárias e opera normalmente no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos.
Na quinta-feira (11), a GRU Airport, que administra o aeroporto, informou que os voos operados pela companhia seriam autorizados a decolar mediante o pagamento, à vista das respectivas tarifas ao aeroporto.
Em recuperação judicial desde o fim do ano passado, a Avianca afirmou na quinta “que está realizando os pagamentos para garantir suas atividades nos aeroportos onde opera.”
Segundo dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), a Avianca Brasil opera 58 voos diários a partir de Guarulhos, para os aeroportos de Salvador, Belém, Navegantes, Porto Alegre, Vitória, Confins (MG), Campo Grande, Florianópolis, Foz do Iguaçu, Brasília, Bayeux (PB), Aracaju, Curitiba, Galeão (Rio de Janeiro), Goiânia, Recife, São Gonçalo do Amarante (RN), Rio Largo (AL), Juazeiro do Norte (CE), Várzea Grande (MT) e Fortaleza.
Outros casos
A Floripa Airport, operadora do Aeroporto Internacional de Florianópolis, firmou um acordo com a Avianca Brasil para manter os voos da empresa. Na quarta, a operadora havia informado que os voos da companhia poderiam ser interrompidos por falta de pagamento das taxas aeroportuárias.
Os aeroportos em Porto Alegre, Salvador e Fortaleza também já chegaram a anunciar uma eventual suspensão dos voos.
A GRU Airport, a RIO Galeão, do aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro, a Vinci Airports, que administra o aeroporto de Salvador, e a Fraport Brasil, que administra os aeroportos de Porto Alegre e Fortaleza, passaram a exigir o pagamento antecipado das taxas aeroportuárias, segundo o Valor Online.
Plano de recuperação
Na sexta-feira (5), os credores aprovaram o plano de recuperação judicial da companhia aérea. A proposta apresentada pela Avianca prevê a divisão dos ativos da companhia em sete Unidades Produtivas Isoladas (UPIs).
A Avianca Brasil pediu recuperação judicial em dezembro e desde então tem enfrentado pedidos de retomada de aviões de sua frota por parte de empresas de leasing. A companhia aérea está com caixa baixo e atrasou pagamento de salários em março, segundo a agência Reuters.
Defesa do consumidor pede explicações
O departamento de Proteção e Defesa do Consumidor, vinculado ao Ministério da Justiça, pediu à Avianca Brasil na quarta-feira explicações envolvendo a continuidade dos voos da companhia, destacou a Reuters.
O órgão deu cinco dias para a Avianca Brasil esclarecer medidas que deverão ser adotadas pela companhia para realocação de clientes em caso de cancelamento de voos. A empresa é a quarta maior empresa aérea do país.
“O DPDC entende que não há certeza de que a companhia aérea irá cumprir regularmente os compromissos assumidos com seus consumidores, motivo pelo qual determinou que a apresentação do plano de contingência”, afirmou o órgão em comunicado à imprensa.
Na segunda-feira, a Justiça decidiu a favor da retomada de 15 aviões da frota da Avianca Brasil por um grupo de credores que inclui as empresas de leasing Aircastle e Aviation Capital Group.