Avianca Brasil cancela mais de 2 mil voos até 8 de maio


Em recuperação judicial, companhia opera com o mesmo número de voos de 2003, quando começou a fazer voos regulares. A companhia aérea Avianca Brasil cancelou quase 2 mil voos até 8 de maio. Em recuperação judicial desde dezembro, a empresa passou a concentrar seus voos em apenas quatro aeroportos a partir desta segunda-feira (29). Ela está atuando em Congonhas, Santos Dumont, Brasília e Salvador.
Veja a lista completa de voos cancelados no site da empresa.
Como reflexo da crise, a Avianca opera com o mesmo número de voos de quando havia começado a fazer voos regulares. A partir deste semana, serão 37 voos em média, contra 36 voos diários em 2003, ano em que a companhia, ainda sob o nome de Ocean Air, recebeu autorização para operar, aponta levantamento do G1 com base em dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).
Em crise, Avianca perdeu aviões e cancelou voos nas últimas semanas
Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
No início de abril, os credores aprovaram o plano de recuperação judicial da empresa. O leilão dos ativos da companhia deve ocorrer em 7 de maio.
Sem Avianca Brasil, setor de aviação vai ficar mais concentrado e preço das passagens pode subir
O plano prevê a divisão da companhia em sete Unidades Produtivas Isoladas (UPIs) que serão levadas a leilão. Tanto a Latam Brasil quanto a Gol concordaram em fazer uma oferta no valor mínimo de US$ 70 milhões para pelo menos uma UPI e seus respectivos ativos. A Azul chegou a fazer uma oferta de compra, mas, já anunciou ter desistido.
O que vai a leilão da Avianca
Rodrigo Sanches/Arte G1
Passageiros afetados
A companhia aérea disse que tem entrado em contato com os passageiros afetados para oferecer reembolso ou opções de reacomodação.
Também informou que, se as passagens foram compradas por meio de agências ou sites de viagem, o passageiro deve entrar em contato diretamente com as empresas.
Segundo a Anac, em caso de cancelamento ou de alteração do voo por iniciativa da Avianca, o passageiro deve ter os seus direitos respeitados, disponíveis para consulta no portal da Anac na internet.
Reclamações podem ser feitas pela plataforma Consumidor.gov.br e, caso não sejam atendidas, o passageiro poderá recorrer aos órgãos do Serviço Nacional de Defesa do Consumidor.