‘Atrito’ na CCJ é curva de aprendizado do governo, diz presidente do Bradesco


Octavio de Lazari disse que, se sair até agosto, reforma da Previdência ainda poderá contribuir para o crescimento da economia este ano. Abertura de evento do Lide, nesta sexta-feira (5), em Campos do Jordão
Fábio França/G1
O presidente do Bradesco, Octávio de Lazari, declarou nesta sexta-feira (5) que o atrito entre o ministro da Economia, Paulo Guedes, e parlamentares na Câmara, na articulação da reforma da Previdência, faz parte de uma “curva de aprendizado do novo governo”.
“Aconteceu uma tempestade, mas que agora haja uma união de todos, principalmente do Parlamento, para que a gente possa fazer essa reforma”, disse a jornalistas durante evento do grupo Lide em Campos do Jordão.
Na última quarta-feira, Paulo Guedes protagonizou um confronto verbal com deputados da oposição durante audiência pública na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara que trata da reforma da Previdência. Houve tumulto no plenário, e a audiência foi encerrada depois de um bate-boca com o deputado Zeca Dirceu (PT).
No evento desta sexta, Lazari afirmou esperar que a reforma saia não tão desidratada e consiga preservar a economia inicialmente prevista pelo governo, de US$ 1 trilhão em 10 anos.
“Passando a reforma da Previdência, certamente ela trará no seu bojo outras reformas importantes como simplificação tributaria, desoneração fiscal e abertura de negócios no Brasil”, afirmou o presidente do Bradesco.
Ele disse que gostaria que a reforma andasse em uma velocidade maior, mas completou que, se ela for aprovada entre junho e no máximo agosto, haverá tempo de capturar o crescimento da economia ainda este ano.
‘Fintech não é concorrente, é parceira’
Lazari disse também que não considera as fintechs (empresas de tecnologia focadas no mercado financeiro) como concorrentes do setor bancário.
Fintechs atraem investimentos e avançam em mercado dominado por grandes bancos
“As fintechs são as maiores parceiras que o sistema financeiro pode ter hoje. O que mais pode trazer dificuldades são as ‘big techs, fintech para mim é parceira”, disse.