Atividade industrial avança em janeiro, diz Confederação Nacional da Indústria

Horas trabalhadas na produção subiram 1,5%, e emprego na indústria cresceu 0,4% de dezembro para o mês passado. Dados mostram recuperação da indústria, segundo a CNI. As horas trabalhadas na produção, indicador do nível de atividade na indústria, subiram 1,5% em janeiro frente a dezembro, ao mesmo tempo em que o emprego industrial cresceu 0,4% na mesma comparação, informou nesta sexta-feira (1º) a Confederação Nacional da Indústria (CNI). Os dados estão no levantamento “Indicadores Industriais”.
O chamado “nível de utilização da capacidade instalada”, ou seja, de uso do parque fabril, avançou 0,7 ponto percentual em janeiro deste ano, na comparação com dezembro, e chegou a 78,3%. Esse patamar é 0,2 ponto percentual maior do que o de janeiro de 2018.
“Os Indicadores Industriais de janeiro confirmam a trajetória de recuperação da indústria, com o aumento do emprego, das horas trabalhadas na produção e no nível de utilização da capacidade instalada. Essas três variáveis, diretamente associadas à atividade industrial, começaram 2019 em patamar superior ao registrado no mesmo mês de 2018”, avaliou a CNI.
O economista da CNI, Marcelo Azevedo, afirmou que a expectativa é de que a “trajetória de recuperação da atividade se mantenha nos próximos meses”.
Faturamento recua
Por outro lado, acrescentou a entidade, o faturamento, a massa salarial real e rendimento médio real do trabalhador industrial recuaram neste início de ano. Todos mostraram queda na comparação com janeiro de 2018. O faturamento caiu 2% frente a dezembro na série com ajuste sazonal (levando em conta características diferentes dos períodos), e é 0,2% inferior ao de janeiro de 2018.
A massa real de salários teve queda de 1,2% na comparação com dezembro do ano passado, com o ajuste sazonal. “A queda reverte parcialmente o crescimento do mês anterior, de 2,1%”, afirmou a CNI.
Em relação a janeiro do ano passado, o recuo da massa real de salários é de 0,9%. O rendimento médio real dos trabalhadores diminuiu 2,4% em janeiro frente a dezembro, também na série dessazonalizada, e está 1,4% menor do que o de janeiro de 2018.