Astronauta Wang Yaping se torna primeira mulher chinesa a caminhar no espaço


Wang e mais dois colegas foram lançados ao espaço em outubro em uma missão de 6 meses para instalações e testes na estação espacial chinesa, a Tiangong, que deve ficar pronta no ano que vem. Na imagem, divulgada pela Agência de Notícias Xinhua, da China, uma foto de uma tela mostra a astronauta chinesa Wang Yaping realizando atividades fora do módulo central Tianhe, no Centro de Controle Aeroespacial de Pequim, no domingo (7). Wang Yaping se tornou a primeira mulher chinesa a caminhar no espaço, como parte de uma missão de 6 meses à estação espacial do país.
Guo Zhongzheng/Xinhua via AP
A astronauta Wang Yaping se tornou a primeira mulher chinesa a fazer uma caminhada espacial, no domingo (7), anunciaram nesta segunda-feira (8) as autoridades do país asiático. Ela também é a primeira mulher a entrar na nova estação espacial chinesa, a Tiangong.
Wang e mais dois colegas estão em uma missão de 6 meses para instalações e testes na estação. Eles foram lançados ao espaço em outubro.
A astronauta e um colega, Zhai Zhigang, deixaram o módulo principal da estação, o Tianhe, na noite de domingo, passando mais de seis horas do lado de fora instalando equipamentos e realizando testes ao lado do braço de serviço robótico da estação, de acordo com a Agência Espacial Tripulada da China.
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Astronautas Ye Guangfu, Zhai Zhigang e Wang Yaping acenam em cerimônia antes do lançamento do foguete Longa Marcha-2F Y13, levando a espaçonave Shenzhou-13 com eles na segunda missão tripulada da China para construir sua própria estação espacial. Cerimônia foi no Centro de Lançamento de Satélites de Jiuquan, na província chinesa de Gansu, no dia 15 de outubro.
Carlos Garcia Rawlins/Reuters
O terceiro membro da tripulação, Ye Guangfu, piloto do exército, ajudou de dentro da estação. A missão está programada para ser o período mais longo no espaço para os astronautas chineses, que são a segunda tripulação a visitar estação permanente. Uma equipe anterior que visitou a Tiangong retornou à Terra em setembro, após três meses na estação.
Missão
Wang – que é pilota e coronel do exército chinês – e Zhai, um ex-piloto de combate – já haviam viajado para as estações espaciais experimentais da China, hoje aposentadas. Zhai conduziu a primeira caminhada espacial do país há 13 anos.
A astronauta Wang Yaping fala em uma reunão antes do lançamento do foguete Longa Marcha-2F Y13, transportando a espaçonave Shenzhou-13 com três astronautas na segunda missão tripulada da China para construir sua própria estação espacial, no Centro de Lançamento de Satélites de Jiuquan, na, China, no dia 14 de outubro
Carlos Garcia Rawlins/Reuters
O módulo Tianhe – “harmonia dos céus”, em chinês – entrou em órbita este ano e deve estar operacional em 2022. Ele será conectado no ano que vem a mais duas seções: a Mengtian (“sonhando com os céus) e Wentian (“busca pelos céus”).
Quando concluída, a estação pesará cerca de 66 toneladas – bem menor que a Estação Espacial Internacional, que lançou seu primeiro módulo em 1998 e pesa cerca de 450 toneladas.
Três caminhadas espaciais estão planejadas para instalar o equipamento na preparação para a expansão da estação. A tripulação também vai avaliar as condições de vida no módulo Tianhe e conduzirá experimentos em medicina espacial e outros campos.
Astronauta chinesa Wang Yaping ajusta o capacete espacial durante treinamento em Pequim em 2013.
Reuters
A expectativa é que a Tiangong (“palácio dos céus”, ou “palácio celestial”, em chinês) fique pronta no ano que vem. O programa espacial militar da China planeja enviar várias tripulações à estação nos próximos dois anos para torná-la totalmente funcional.
A Tiangong é a empreitada mais recente no esforço da China de virar uma potência espacial, depois de enviar um veículo a Marte e sondas à Lua.
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