Art Popular toca sucesso do Raça Negra como se fosse Os Originais do Samba em 1968


Single ‘Cheia de manias’ apresenta gravação extraída do musical ‘Os Bambas’, encenado pelo grupo de pagode em São Paulo. ♪ Na capa do single Cheia de manias, lançado pelo grupo de pagode Art Popular nesta sexta-feira, 13 de novembro, há a informação de que a gravação foi feita em 1968.
Essa informação é obviamente falsa, até porque o Art Popular surgiu em 1984 na cidade de São Paulo (SP), mas faz parte da narrativa dramatúrgica criada por Leandro Lehart e Cia. para o espetáculo intitulado Os Bambas e encenado em agosto de 2019 como misto de show e musical de teatro.
Nesse musical, do qual foi extraída a gravação de Cheia de manias ora lançada em single via ONErpm, o Art Popular pretendeu contar a trajetória do samba através de sucessos como Aquarela do Brasil (Ary Barroso, 1939), Chega de saudade (Antonio Carlos Jobim e Vinicius de Moraes, 1958), Tristeza (Nilton de Souza e Haroldo Lobo, 1965), Canto de Ossanha (Baden Powell e Vinicius de Moraes, 1966), Moro onde não mora ninguém (Agepê, 1975), Tiro ao Álvaro (Adoniran Barbosa e Osvaldo Molles, 1980), Meu samba (Tim Maia, 1980) e, claro, Cheia de manias (Luiz Carlos, 1992), uma das músicas mais conhecidas do repertório do grupo Raça Negra.
Capa do single ‘Cheia de manias’, do Art Popular
Divulgação
Só que o Art Popular toca e conta essa história do samba como se estivesse em 1968, sob a alcunha do fictício conjunto Os Bambas, criado para o musical com inspiração no grupo Os Originais do Samba.
Para quem desconhece esse grupo carioca, que revelou o cantor e ritmista Mussum (1941 – 1994), Os Originais do Samba foi criado em 1965 e contagiou o Brasil com suingue singular que pôs tempero pop na batida do samba.
Não por acaso, o primeiro single extraído da gravação do musical Os Bambas foi lançado em 30 de outubro pelo Art Popular com registro de música do repertório dos Originais do Samba, Canto de amor (Barbosa Lima e Delcio Carvalho, 1974).